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segunda-feira, 20 de abril de 2015

Nada mudou



Um dia, em 2004, o técnico Cuca entrou no refeitório do (quase) falecido estádio Olímpico e viu um garoto de óculos escuros falando ao celular - e segurando outro com a mão. Em um misto de espanto e graça, o treinador perguntou:

- Dois celulares? Tá pensando que é quem, guri?

- Eu sou o Anderson, professor. E jogo mais do que qualquer uma daquelas merdas que tu tem no time.

Cuca colocou Anderson em um Grenal que o Grêmio perdeu, mas o guri de 16 anos fez um gol de falta. De fato, ele jogava mais do que qualquer um daquele time que, meses depois, seria rebaixado para a série B do campeonato Brasileiro. 



Anderson surgiu para fazer a torcida esquecer Ronaldinho - coisa que, por exemplo, Bruno Soneca não conseguiu. Habilidoso e cheio da marra. Seu salário foi de mil para 40 mil e a primeira coisa que fez foi comprar um carro. Chegou no pátio do Olímpico na carona (ainda não tinha idade para dirigir) de uma camionete e foi interpelado pelos repórteres. Queriam saber se, de certa maneira, aquilo não era um absurdo. Ele respondeu:

- Não sei, mas ninguém tem que falar nada sobre isso. Não me importa. Quando eu não tinha geladeira em casa... Ninguém se preocupava comigo.

Anderson virou Andershow, tamanha era a habilidade. Mano Menezes teve a pachorra de colocá-lo no banco de jogadores risíveis como Jacozinho, Luiz Fernando e Nunes. Sofreu. No fim de 2005 ele marcava o gol da batalha dos Aflitos e, para sempre, ficava na história do torcedor gremista. Contam que, pouco tempo depois, entrou na sala do presidente Paulo Odone e, para não sair feito Ronaldinho, disse:

- Me vende, presidente. Me vende para o Grêmio ganhar dinheiro.

Vendeu. Tenho certeza que venceríamos o Boca em 2007 se nosso meio tivesse Anderson e Carlos Eduardo. O tempo passou e o moleque marrento ganhou títulos na Europa e, mais tarde, o futebol caiu. 

Veio para o Inter no começo de 2015 - e, confesso, senti a porrada. Dizem que, tempos atrás, se ofereceu para voltar ao Grêmio, mas a diretoria não quis. Futebol, oras. Agora, na véspera de um Grenal, Anderson dá essa declaração - e boa parte da torcida tricolor fica indignada. Por que, hein? 

Difícil, mesmo, é passar fome. Não é que Anderson tenha zero sentimento pelo Grêmio, mas ele sempre foi assim. Babaca ou não; cada um que ache o que quiser. Contudo, o sujeito só foi fiel com a personalidade que sempre teve. Ponto.

Achar que, de uma hora pra outra, Anderson é um imbecil que mudou ao vir para o rival... Não passa de desconhecimento e ignorância da história futebolística.

Fanatismo é um saco. Que preguiça.

sábado, 26 de outubro de 2013

O segundo turno até agora

Náutico 0 x 2 Grêmio. Arena Pernambuco, em Recife – PE

Freguês. O dia em que Máxi Rodrigues deu um belo passe e Paulinho (muito ruim!) marcou um golaço.

Grêmio 0 x 1 Atlético – MG. Arena, em Porto Alegre – RS

Aniversário do Grêmio. Perdeu para o time do Ronaldinho. Pois é.

Grêmio 1 x 1 Santos. Arena, Porto Alegre – RS

Não lembro nada desse jogo.

Vitória 0 x 0 Grêmio. Barradão, em Salvador – BA

Marcaram um impedimento absurdo contra nós. É isso que eu lembro.

São Paulo 0 x 1 Grêmio. Morumbi, São Paulo – SP

Não assisti esse jogo. Estava fazendo prova para o concurso do DETRAN. Consegui pegar apenas uma parte, para ser sincero. Se bem me lembro, todos os comentaristas detestaram que o Grêmio ganhou. O que é muito legal, diga-se. Não deram um pênalti para o São Paulo também.

Grêmio 1 x 0 Atlético-PR. Arena, Porto Alegre – RS

Jogo truncado que Riveros nos salvou.

Botafogo 0 x 1 Grêmio. Maracanã, Rio de janeiro – RJ

Não lembro muito bem do jogo (acho que eu tive que ir comprar pão de cachorro quente durante a partida, ou foi o meu sogro?), mas era o Botafogo, né? Então, nem interessa. Lembro mesmo é que o coitado do Oswaldo de Oliveira teve um tareco no final da partida. Menos mal que não foi nada grave. Ah, e agora, assistindo ao vídeo, lembrei do golaço do Alex Telles.

Grêmio 1 x 2 Criciúma. Arena, Porto Alegre – RS

Lembro perfeitamente da partida. Papelão, ridículo e um fiasco.

Grêmio 1 x 0 Corinthians. Arena, Porto Alegre – RS

O dia em que Barcos desencantou. E com um golaço.

Inter 2 x 2 Grêmio. Centenário, em Caxias do Sul – RS

Grêmio poderia ter vencido, mas o resultado foi justo pelo que jogaram as duas equipes. Souza perdeu dois gols inacreditáveis e Vargas marcou um golaço. Achei o resultado uma bosta, mas gostei do time. Ao contrário dos jornalistas.

PS: Eu estava no Maracanã, quando o Grêmio enfrentou o Fluminense. Escreverei uma crônica sobre isso.

Coritiba 4 x 0 Grêmio. Couto Pereira, em Coritiba - PR

Nada mais ridículo. Um fiasco.


Grêmio 0 x 0 Bahia. Arena, em Porto Alegre - RS

Impressionante como o Grêmio perdeu gol. Péssimo resultado. Não pode, em casa, perder ponto para o Bahia.


Cruzeiro 3 x 0 Grêmio. Mineirão, em Belo Horizonte - MG

Largou-se os tacos, né?





quarta-feira, 7 de agosto de 2013

O primeiro Grenal da Arena

Barcos foi bem na partida.
O jogo:

Renato resolveu colocar em campo um enfadonho 3-5-2. Ao escutar isso na rádio Gaúcha, eu já temi pelo pior. Não, eu não sou nenhum PVC ou torcedor mala que teoriza sobre esquemas táticos e losangos de meio-campo. Só sei que acho o 3-5-2 uma merda que só perde para o 3-6-1. Surpreendentemente, o Grêmio jogou bem com esse esquema. Nada de sensacional, mas o suficiente para ser melhor que o adversário.


O tricolor abriu o placar com Barcos, de pênalti.  Entretanto, nem deu muito para comemorar. Dois minutos depois, Leandro Damião empatou o jogo e deu números finais ao placar. Pois é, cedo assim. Ainda na primeira etapa, Renato tirou Adriano e colocou Ramiro. Não porque ele tenha achado que o volante titular seja ruim, mas sim, por medo de expulsão. Particularmente, eu gostei. Exemplo esse que eu só citei para exemplificar alguma coisa que eu não faço ideia do que seja.

A essa altura do campeonato, não lembro muito bem do segundo tempo (só que quase dormi) do cotejo. Portanto, vamos com esse vídeo - que sempre me faz rir muito - e depois, partir para o próximo tópico.
Arbitragem:

O Juíz foi mal. Minha opinião: Werley e Fabrício não mereciam as expulsões. Fiquei na dúvida no lance do Jorge Henrique com o Barcos, mas, no fim das contas, acho que acertou na expulsão. Também acertou em não expulsar Adriano. Se fosse assim, que expulsasse o D’Alessandro também, que é um baita jogador e uma mala sem tamanho.

Enfim, a mesma imundice de sempre. Os dois lados choramingando e se achando prejudicado.

Torcidas:

Relatos de gremistas e colorados juntos antes da partida, no pátio da Arena. Sensacional. O comportamento do torcedor de verdade foi lindo e merece aplausos. Agora, e aqueles imbecis do Trensurb? Não merecem nota nenhuma. Bando de ridículos.

Mas é evidente que o grande destaque nas torcidas, foi o torcedor colorado que abaixou suas calças e deu-lhe uma borrada em uma das cadeiras da Arena. É nojento? Muito. É ridículo? Absurdamente. Tem merda na cabeça? E na cadeira também. Mas, cá entre nós, o cara soltar um borralho onde ele soltou, merece respeito.

Surgiu a informação de que a foto é falsa. Para mim, sempre será verdadeira. Não se pode desperdiçar uma história tão boa assim.

Borrou-se.
Conclusão:

Maxi Rodrigues é titular do Grêmio. Sem as duas pernas. 

Importante:

Faustão ganhou o Troféu Imprensa (revelação), em 1984.


Faustão era fera e o Grenal não foi lá essas coisas.