terça-feira, 30 de julho de 2013

Festa, vitória e um absurdo

83
Dia de festa. Comemoração dos 30 anos da primeira conquista da Libertadores.Tudo lindo na Arena tricolor.

Aliás, antes de falar do jogo que aconteceu após a festa, foco em como foi emocionante ver o elenco de 1983 entrar no gramado  e ser ovacionado pela torcida. Só senti falta do capitão Hugo De León que não deve ter ido por estar meio puto com o presidente Fábio Koff. Segundo a – pouco confiável – imprensa esportiva gaúcha, Koff teria prometido um cargo para o uruguaio no Grêmio, mas não cumpriu. Acho pouco provável, mas vai saber. Ontem, em entrevista a rádio Gaúcha, China disse que o eterno capitão encontrou os outros jogadores no hotel.

Outro destaque foi o cabelo do Mazarópi. Estilo Alcindo: comprido/careca. Sensacional.

Aconteceu ainda a prisão do “Gaúcho da Geral”. A BM resolveu tirá-lo de campo porquê o sujeito estava com a bandeira do Rio Grande em uma muleta (!?). Depois de uma confusão entre BM e Geral, ele foi retirado da arquibancada. Depois, os torcedores se revoltaram com a agressão gratuita que o cara sofreu. A Brigada desmentiu, mas esse vídeo prova o absurdo acontecido:


Não vou perder meu tempo comentando bobagens ditas por jornalistas como Nando Gross, Wianey Carlet e Kenny Braga. Muito menos, por figuras do quilate de Neto e Osmar de Oliveira, que querem punição para o Grêmio, mas não para os corintianos que mataram Kevin Espada.

Só espero que nossa direção resolva isso e que não sejamos punidos de forma ridícula por algo que não aconteceu.

O jogo


O Grêmio pegou um Fluminense desfalcado de Fred, seu principal jogador. A princípio, isso facilitaria tudo, mas, no primeiro tempo, a coisa não foi bem assim. O tricolor carioca dominou as ações e foi dono do jogo nos 45 minutos iniciais. Apesar de duas bolas na trave, o Grêmio não jogou nada. Mais uma vez, parecia o time do Luxemburgo em campo. Ainda tivemos um pênalti não marcado em Barcos. “Tava” braba a coisa.

“O Grêmio com tanta chance assim e você diz que não estava jogando nada? Que chato!”

Sim, sou. Mas, pelo menos, não sou um fanático abestalhado, como tantos que hoje existem em nossa grande torcida.

No intervalo, Renato arrumou o time e aí sim o Grêmio jogou bola. O tricolor (o nosso) voltou marcando muito e – mais uma vez – Alex Telles era o melhor em campo. O 1º gol saiu de um cruzamento perfeito dele. O estreante Riveros (ótimo jogador) marcou de cabeça. Apesar de levar uma bola na trave, o Grêmio era o dono do jogo e fechou o placar com Kléber Gladiador, após excelente lançamento de Ramiro. Fim de papo. Ótima vitória e Portaluppi 100% na Arena.

Riveros faz o primeiro
O próximo jogo é quarta-feira contra o Corinthians, em São Paulo. Uma ótima oportunidade para ganhar a primeira partida fora de casa depois de quatro meses. Acredite, SÃO QUATRO MESES SEM GANHAR FORA DE CASA! Ah, Luxemburgo.

A primeira conquista

Campeão da América.
Mazarópi, Paulo Roberto, Baideck, De León e Casemiro; China, Osvaldo e Tita; Renato, Caio e Tarciso.

Sozinho, aprendi a escalar esse time.

Na verdade, aprendi de tanto escutar o vinil da campanha da Libertadores de 1983, que herdei do meu pai. O escutava – junto com o vinil doGauchão de 1979 – quase todo dia. Na capa, a foto do time campeão.

Naquele meu universo de uma criança gremista de 9, 10 anos; quando estava lá acompanhando os jogos do título do Grêmio, o meu ídolo era o Caio. Achava o Renato, por exemplo, meio abobado. Também não gostava do Osvaldo e do China (sempre achei um panaca). Contudo, achava sensacional uma dupla de zaga com os nomes de Baideck e De León. Tarciso era outro que eu gostava. Hoje, sou grato a todos. Me emocionava escutando aquele disco.

O capitão.
Um compilado de declarações, entrevistas e gols, na voz da – a época – melhor equipe de esportes do Rio Grande do Sul: a rádio Guaíba. Foi ali que conheci a inconfundível voz de Armindo Antônio Ranzolin e o marcante vozeirão de Milton Ferreti Jung. Lauro Quadros nos comentários. Lupi Martins (irmão do Lasier, que também era comentarista) e João Carlos Belmonte na beira do campo. Como era bom escutar aquilo.

“GOL, GOL, GOL!”, berrava Milton Jung. “EU PEDI QUE ACREDITASSEM... EU NUNCA DEIXEI DE ACREDITAR”, Ranzolin me emocionava. Que espetáculo. Naqueles momentos, eu me enchia de orgulho e entendia que o meu time era campeão da América.

Eu não posso falar da tática do jogo porquê eu não vi. Mas posso dizer que, até hoje, os meus olhos se enchem de lágrimas quando escuto – ou vejo – os gols de Caio e César, a defesa do Mazarópi contra o América de Cali e o jogo contra o Estudiantes, na Argentina. Era uma Libertadores que o Grêmio tinha que vencer e , nada melhor do que vencê-la em cima do tradicional Peñarol.

Gol do título.
Alguns anos depois, eu via pela TV o tricolor ser bicampeão da América. Foi lindo! Espetacular. Afinal de contas, eu agora tinha 11 anos e não os poucos meses de 83 e entendia o que estava acontecendo. Mas devo confessar: não foi mais emocionante do que quando eu abria a vitrola, deitava no chão da sala, pegava a capa do vinil e ficava escutando a primeira conquista.

Quando estou  irritado com o time, lembro desse momento, acendo um cigarro e penso:

“Como é bom ser gremista”.

Em tempo:

Vale acompanhar o ótimo tempo real que o Impedimento fez, em 2013, do jogo de 28 de Julho de 1983.

Um pouco de Guaíba/Libertadores 83:


O jogo completo:

domingo, 21 de julho de 2013

Papelão


“Criciúma? O time do Criciúma é uma piada. Grêmio passa o carro fácil. Mesmo que o time não esteja lá essas coisas”.

Essas, eram as minhas palavras antes do jogo. Não poderia estar mais errado.


Foi um horror. 

O Grêmio conseguiu perder para um time que tem Fábio Ferreira, Wellington Paulista, Daniel Carvalho, Amaral e Cassiano. Para entender bem o que isso significa, pode-se definir assim: um papelão. Não importa se era fora de casa, se estava chovendo e se era apenas o terceiro jogo do Renato; a obrigação era vencer. Como bem disse o Kléber Gladiador após a partida, o time  catarinense não vai disputar título ou, quiçá, vaga na Libertadores. Se o Grêmio que, aparentemente briga pelos dois, perdeu para o Criciúma, o que aconteceu? Justamente, um fiasco.

Os formadores de opinião na torcida gremista são tão fracos, mas tão fracos, que eu não sei em que momento eles passaram a comprar a perdedora ideologia de “pelo menos o time lutou”. Como acreditar em Pará? Bressan? Bitecos e Ramiro? Não tem como. São fracos. Matheus Biteco estava bem quando foi imbecilmente expulso? Estava, mas não é craque. Aliás, o treinador passou a mão na cabeça do sujeito dizendo que “era um garoto”. Oras, seu Renato, sabia que, quando fora do mundo mágico do futebol, alguém faz uma cagada em seu emprego, ninguém pensa assim? Nada de passar a mão na cabeça, cara. E por que crucificar a expulsão do Vargas? Esse, não fez nada, sabia? E nem o senhor e nem NENHUM dos seus jogadores reclamou com a arbitragem. Um time de molengas. No que transformaram o Grêmio?

Zé Roberto, com quase 40 anos (e que eu venho criticando ultimamente), foi o melhor em campo pelo Grêmio. Inclusive, sendo presenteado com um golaço, em belo passe de Ramiro (que não joga nada). No fim das contas, a vitória foi justa. Até acho que se o Grêmio tivesse com os 11 campo, ganharia o jogo, mas isso não pode ser consolo. Mesmo com nove, dava para ter feito o crime contra o fraco time do uniforme legal.

Fiasco.
E aquele lance de ter ficado em hotel de Nova Orleans, a 38km do estádio do Criciúma? Um absurdo. O Grêmio, em alguns momentos, está virado em um circo dos horrores que está falindo. Absurdo atrás de absurdo. Do fundo do coração? Que consigam resolver tudo e coloquem o trem nos trilhos novamente. Próximo jogo é contra o Fluminense, na Arena. Que vença e, finalmente, jogue alguma coisa.

Atlético-PR x Grêmio e Grêmio x Botafogo

A verdade é que eu estava sem saco para falar de Grêmio, mas sabe como é, quando se trata do tricolor, sempre arrumamos aquela força extra. Portanto, lá vai o que eu achei do antepenúltimo e do penúltimo jogo do Grêmio no Campeonato Brasileiro 2013:


Atlético–PR 1 x 1 Grêmio. Estádio Durival de Britto e Silva, em Curitiba-PR

Grêmio e Zé Roberto jogaram pouco contra o fraco Atlético-PR
Estreia de Renato Portaluppi na casamata. Contudo, ainda parecia que o time era treinado por Vanderlei Luxemburgo. Particularmente, não caio muito nessa baboseira de que era o primeiro jogo e o cara ainda não conhecia o elenco. Amigo, para enfrentar o Atlético–PR, não é preciso nem ser funcionário do Grêmio para vencer o jogo. O clube paranaense - que abriu o marcador com Pedro Botelho, aos 32 minutos do segundo tempo - faz jus ao apelido de patético dessa vez. É péssimo. O Grêmio não poderia perder pontos, mas perdeu. Dois. Lastimável.


Destaques do jogo: Maxi Rodriguez e Barcos – que finalmente desencantou e marcou um gol.

Grêmio 2 x 1 Botafogo. Arena do Grêmio, em Porto Alegre-RS


O tricolor começou bem o jogo e, depois de Barcos (que ficou de fora por lesão) desencantar no último jogo, foi a vez de Vargas, que abriu o placar aos 12 minutos do primeiro tempo. Seedorf – que não é craque – empatou com um golaço, aos 19. Aos 33, em um lance esquisito – mas legal – o chileno fez o segundo e deu a vitória para o Grêmio. Com o placar construído na primeira etapa; no segundo tempo, o Grêmio tentou administrar o resultado. Um erro cometido em um passado não muito distante que, mais uma vez, não deu certo. Venceu, mas com direito a milagre de Dida e muita pressão do Botafogo no fim do jogo.

O melhor em campo.
Adendos:

1º: Honrando a tradição, o Botafogo chorou pelo segundo gol. Mas foi tudo legal. Inclusive, todos os “especialistas” confirmaram isso.

2º: Era para o Zé Roberto ser expulso? Não acho. Os mesmos “especialistas” citados acima fecham comigo mais uma vez.

Tudo normal. Segue.



quarta-feira, 3 de julho de 2013

Sai: Luxa. Entra: Portaluppi

Moreno curtiu.
Não me interessa o jogo treino contra o Caxias. Me interessa é que o Luxemburgo foi embora. Finalmente, o Grêmio livrou-se daquele embusteiro de marca maior. Sempre falei que ele nunca ia dar certo no tricolor. Não tem como. Reconheço a bela campanha que ele fez no ano passado, mas falei a época que, depois disso, era necessário que o então presidente eleito Fábio Koff, agradecesse o Luxa e o mandasse embora. Não mandou e a maioria da torcida pediu em coro para que ele ficasse. Ficou e não deu em nada. Claro que não. Foi desclassificado da Libertadores e não chegou nem na final do campeonato Gaúcho. Um horror.

Vanderlei Luxemburgo vive de um passado muito distante. Nunca fui simpático a ele, mas reconheço que foi um grande treinador. Foi! Hoje, não é mais. Foi embora tarde. Mas dizem que tinha a absurda multa de 8 milhões, caso fosse demitido. Ora, para um clube que paga muito dinheiro para jogadores pífios, isso não deveria ser motivo para não demitir o fraco comandante do time. Enfim, foi embora. E a multa nem vai ser tudo isso.

Portaluppi

Ele não é treinador. É fraco. Renato – como técnico - é como se fosse um Abel Braga, mas sem os títulos. Por  tudo que cerca a relação Renato/Fábio Koff/Grêmio, ele era o nome ideal para o momento. Chegou um cara que nenhum jogador consegue passar para trás e que sabe unir um grupo como poucos. Entre todas as opções que foram sondadas ou estavam disponíveis (Dorival, Muricy, Cristóvão, Roth...), Renato é a minha escolha. Gostaria muito de ver o Flávio Campos (ex-volante do Juventude que hoje treina no interior gaúcho) na casamata tricolor, porque acho que será um grande treinador. Contudo, ainda não é o momento. Meu ânimo ficou renovado com a vinda do Portaluppi. Não me entenda mal, continuo pensando dele a mesma coisa. Vai ver, o ânimo tem mais a ver com o fato do Grêmio ter se livrado do Luxemburgo. Espero que para sempre.

Toda a sorte do mundo.