Agora, o que antes era drama, virou rotina. Mais uma vitória
fora de casa. Dessa vez, no estádio Mané Garrincha, em Brasília, contra o
Flamengo. 1 x 0.
O gol foi logo aos oito minutos do primeiro tempo, quando Pará
bateu falta de forma magistral e balançou o fundo das redes do gol defendido
por Felipe. Coisa de Zico. Marcelo Moreno e André Santos abriram a barreira?
Detalhe. Não importa. Estamos falando de um gol feito pelo Pará, afinal. O
primeiro com a camiseta tricolor. Um golaço, um gol de placa.
O resto do jogo não importa. Apenas cabe dizer que o Grêmio
marcou muito bem o adversário. Tão bem quanto marcou o Santos, naquele primeiro jogo da semifinal da Libertadores de 2007. Foi perfeito. O Flamengo pouco (ou
quase nada) assustou o gol de Dida e o Grêmio poderia ter marcado, pelo menos,
mais quatro. Mas como eu disse: isso não importa. Importa é que a vitória chegou
e com um gol do Pará. Que troço fantástico.
Não era o Santos de Giovanni, Marcelo Prates, Macedo e
Camanducaia. Muito menos, o de Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé é Pepé. Era o
Santos de Thiago Ribeiro, Neilton e Gabigol. Um time fraco. Mas o Grêmio
conseguiu perder. Nada de desesperador, devo dizer, mas decepcionante.
O tricolor foi muito melhor em campo. Como gostam os
especialistas, o time estava bem postado em campo e marcava o adversário tal
qual o time de 1995, com Dinho e Goiano. Entretanto, agora eram Souza e Ramiro.
O Grêmio de 2013 não é nada de espetacular, pelo contrário, está começando a
engrenar agora. Até o jogo contra o Coritiba, pelo Brasileirão, era tão fraco
quanto o Santos. Hoje, não mais. Não gosto de dizer que “tivemos” três chances
de gol. Afinal de contas, eu não joguei. Esse jogo, às 19h30, mais parecia um
daqueles encontros de amigos em quadras sintéticas. Mesmo porque, a Vila
Belmiro parece um local que foi alugado por amigos da firma, pode reparar.
Acredito que atrás de uma das goleiras, tem até uma churrasqueira. Quarta
passada, no caso, o time dos estagiários venceu.
No intervalo, foi proporcionado um espetáculo de capoeira.
Ah, sim, os gols perdidos pelo Grêmio. Foram três na cara do
goleiro Aranha (chefe do Almoxarifado). Kléber Gladiador, Barcos e Souza
poderiam parar naquele enfadonho quadro do “INACREDITÁVEL”. Mas não deu para
ficar muito brabo, a fase é boa, e o dia na firma deve ter sido puxado. Em
nenhum momento o time de jaleco branco foi melhor que os quase profissionais.
Tava tudo em casa e se encaminhando para um modorrento 0 x 0. Gabriel, o
Gabigol, marcou o gol que levou a loucura os novos da empresa. Fim de papo.
Tristeza? Zero. O próximo jogo está marcado para uma quadra
maior. Agora, escolhida pelos veteranos. A carne para o churrasco já foi comprada.
No primeiro encontro, sorte de principiante, bom para se sentirem importantes e bem recebidos na firma. Hoje, tudo voltará ao normal. Talvez, os jovens apanhem de
8, como certa feita apanhou. Em jogo festivo, para intercambistas espanhóis. Dizem que tinha um baixinho lá que cairia bem no setor de RH. Dizem.
Ainda não escrevi sobre os últimos quatro jogos do Grêmio
pelo Brasileirão. Escreverei agora. Como aqui as coisas são diferentes, nesse
post, escreverei apenas sobre os últimos três cotejos. A partida contra o
Coritiba será relatada em texto posterior. O motivo? Bem, eu estive presente na
Arena e assisti a derrota pessoalmente. Tudo que envolve esse jogo merece ser
relatado minuciosamente.
Vamos aos outros:
Bahia 0 x 3 Grêmio. Arena Fonte Nova, em Salvador-BA.
Riveros marca e quase vai para o saco
Não assisti. No momento do jogo, eu viajava de Porto Alegre
para o Rio de Janeiro. Só tive tempo de escutar um pouco dos comentários no
intervalo, quando fiz escala em Congonhas. Quem me salvou nessa foi o meu
mestre/primo/irmão Doc Matheus. Pedi para ele me avisar o resultado do jogo
pelo WhatsApp. Assim que cheguei ao Galeão, lá estava o relato dele sobre a
primeira vitória tricolor fora de casa – depois de quase cinco meses ou coisa parecida.
Surpreendente, diga-se. Valeu, doc.
Grêmio 3 x 1 Cruzeiro. Arena do Grêmio, em Porto Alegre-RS.
Diiiiiidaaaaaa
O Cruzeiro dominou todo o primeiro tempo, mas a expulsão de
Souza e o penal defendido por Dida deram o ânimo que o Grêmio precisava para
buscar a vitória. O segundo tempo foi todo tricolor. Como faz certo tempo que o
jogo aconteceu, estou com preguiça de falar mais detalhadamente sobre o
assunto. Vamos por tópicos:
Werley fez um gol e não comemorou. Segundo
consta, o motivo é que o cidadão recebeu uma proposta da Lázio da Itália e o
Grêmio não liberou. Tem todo direito a indignação, mas o que a torcida tem a
ver com isso? “Protesto” idiota. Eu, se fosse diretor de futebol, pagava tudo
que está na lei e demitia o jogador. Tá se achando o Beckenbauer.
Barcos jogou muito bem e marcou um belo gol.
Hoje, Kléber Gladiador é titular. Vargas, quando
voltar, tem que ser banco.
Durante a partida, fumei muitos cigarros.
Ótima vitória.
Vasco 2 x 3 Grêmio. Estádio São Januário, no Rio De
Janeiro-RJ.
Partida que aconteceu no ridículo horário das 21h de um
sábado. Se bem que é melhor que assistir aquela novela das oito que está bem
mala. Ou melhor que assistir, sei lá, José do Egito, na Record. Passa isso aos sábados?
Depois de 87 anos e 32 dias sem ganhar fora de casa, o
Grêmio venceu a segunda seguida.
Renato armou um time com três zagueiros, três volantes e
nenhum armador sequer. Nada. Nem um cara tipo o Maylson. Pensei seriamente que
íamos entrar pelo cano. Era o esquema mais retranqueiro desde aquele armado por
Juarez Roth, nas quartas de final de 1998, contra o Corinthians.
Mas o que se encaminhava para um vexame acabou se tornando
uma grande vitória. Barcos – em falha de Cris, claro -, Ramiro em um golaço e Barcos
mais uma vez, decretaram a vitória tricolor. E é isso aí. Só isso? Sim. Não
estou com saco suficiente para falar sobre o jogo e quero fumar um cigarro.
Três jogos, três vitórias e três gols por partida. Que
continue assim.
Renato resolveu colocar em campo um enfadonho 3-5-2. Ao
escutar isso na rádio Gaúcha, eu já temi pelo pior. Não, eu não sou nenhum PVC
ou torcedor mala que teoriza sobre esquemas táticos e losangos de meio-campo.
Só sei que acho o 3-5-2 uma merda que só perde para o 3-6-1.
Surpreendentemente, o Grêmio jogou bem com esse esquema. Nada de sensacional,
mas o suficiente para ser melhor que o adversário.
O tricolor abriu o placar com Barcos, de pênalti. Entretanto, nem deu muito para comemorar. Dois
minutos depois, Leandro Damião empatou o jogo e deu números finais ao placar.
Pois é, cedo assim. Ainda na primeira etapa, Renato tirou Adriano e colocou
Ramiro. Não porque ele tenha achado que o volante titular seja ruim, mas sim,
por medo de expulsão. Particularmente, eu gostei. Exemplo esse que eu só citei
para exemplificar alguma coisa que eu não faço ideia do que seja.
A essa altura do campeonato, não lembro muito bem do segundo
tempo (só que quase dormi) do cotejo. Portanto, vamos com esse vídeo - que sempre me faz rir muito - e depois, partir para o
próximo tópico.
Arbitragem:
O Juíz foi mal. Minha opinião: Werley e Fabrício não
mereciam as expulsões. Fiquei na dúvida no lance do Jorge Henrique com o Barcos,
mas, no fim das contas, acho que acertou na expulsão. Também acertou em não
expulsar Adriano. Se fosse assim, que expulsasse o D’Alessandro também, que é
um baita jogador e uma mala sem tamanho.
Enfim, a mesma imundice de sempre. Os dois lados choramingando e se achando prejudicado.
Torcidas:
Relatos de gremistas e colorados juntos antes da partida, no
pátio da Arena. Sensacional. O comportamento do torcedor de verdade foi lindo e
merece aplausos. Agora, e aqueles imbecis do Trensurb? Não merecem nota
nenhuma. Bando de ridículos.
Mas é evidente que o grande destaque nas torcidas, foi o
torcedor colorado que abaixou suas calças e deu-lhe uma borrada em uma das
cadeiras da Arena. É nojento? Muito. É ridículo? Absurdamente. Tem merda na
cabeça? E na cadeira também. Mas, cá entre nós, o cara soltar um borralho onde
ele soltou, merece respeito.
Surgiu a informação de que a foto é falsa. Para mim, sempre
será verdadeira. Não se pode desperdiçar uma história tão boa assim.
Borrou-se.
Conclusão:
Maxi Rodrigues é titular do Grêmio. Sem as duas pernas.
Importante:
Faustão ganhou o Troféu Imprensa (revelação), em 1984.
Faustão era fera e o Grenal não foi lá essas coisas.
Alexandre pato não comemora quando marca contra o time do coração. Ou vibrou?
Quatro meses sem ganhar fora de casa. O Grêmio foi tão bem que, o melhor momento foi quando o Corinthians fez o segundo gol e começaram a especular se o Pato vibrou ou não. Gremista ou não?