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terça-feira, 15 de setembro de 2015

Eu vejo o Grêmio


Lembro muito bem da primeira lembrança alegre que o Grêmio me proporcionou: sábado, 2 de setembro de 1989. Gol do Cuca, aos sete do segundo tempo, contra o Sport, no Olímpico, em Porto Alegre. Comemorei na sala de TV da casa da minha vó. Tricolor campeão da primeira Copa do Brasil.


De lá pra cá eu já vi o Grêmio fazer muita coisa. Ah, já vi. Já vi, por exemplo, o Grêmio ganhar uma Libertadores e, nos pênaltis, perder um título mundial para o Ajax, da Holanda. Naquele dia, também, vi Dinho e Arce errarem os únicos pênaltis de suas vidas tricolores. Vi, no estádio, o Grêmio tocar cinco em um dos tantos Palmeiras Parmalat. Vi duas vezes a segunda divisão. Vi Somália de centroavante e Jardel empilhando gol. Vi tomar seis do Goiás e tocar sete no Figueirense. Vi tomar quatro da Anapolina e vi massacrar o Corinthians, em 2001, em um Morumbi abarrotado de gente. Na casamata vi Felipão e vi Sebastião Lazaroni. Vibrei com um único gol do Loco Abreu em sua curta passagem e vi Ronaldinho ser banco do Itaqui. Vi Paulo Egídio e vi Lipatín. Vi Christian - Jesus Christian, Deus Negro Tricolor - ganhar um GreNal no Beira-rio e vi Fabiano, o cachaça, acabar com a carreira do zagueiro Luciano dentro do Olímpico. Vi títulos e vi fiascos. Vi gol do Nildo Bigode narrado pelo Osmar Santos e gol do Zé Afonso narrado por Galvão Bueno. Vi Dener e vi Luiz Fernando. Quem? Exatamente. Vi e convivi com Cuca, Astengo e Cristóvão. Vi e não convivi com Ayupe, Fabinho e Gilson Cabeção. Vi vitórias e vi derrotas. Vi, sobretudo, minha paixão crescer.


Vi Danrlei, Arce, Rivarola, Adilson e Roger; Dinho, Goiano, Carlos Miguel e Arílson; Paulo Nunes e Jardel. Vi meu amor explodir em orgulho. Vi, com 13 anos, o Grêmio, em 1996, ser campeão brasileiro e me proporcionar (até hoje) a maior emoção que eu tive como torcedor.



                                     

Vi baile. Vi Grêmio 5 x 0 Inter. Vi - e senti - a alma do Estádio Olímpico e vejo a bela Arena.


Já sorri e já chorei. E, por um período, confesso, abandonei. Não tinha saco. Ah, como eu gostaria de ainda ter aquela infinidade de camisetas tricolores dos anos 80 que eu tinha e, nessa época, se perderam. Um dia, Grêmio. Um dia...

Não vi, no entanto, cada vez mais pesquiso sobre Cejas, Milton, Airton, Ortunho, João Severiano, Joãozinho, Babá, Alcindo Bugre, Lara, Eurico, Corbo, Tadeu Ricci, Baltazar, Caio, Ancheta, Zequinha, André Catimba, Vieira, Juarez, Lara, Jorge Tabajara, Alexandre Tubarão, Tarciso, Foguinho, Tesourinha, Baidek, Ênio Rodrigues, Luiz Carvalho, Gomes, Gessy, Everaldo, De León, Jurandir, Ortiz, Loivo, Marcos Severo, Jorge Veras, Oberdan, Volmir, Albeneir e tantos outros da história azul, preta e branca.



Mas ainda vi mais. Sim, eu vi. Vi o Grêmio quase ser campeão de uma Libertadores com Tuta de centroavante e ser campeão gaúcho com um gol do Pedro Júnior. Vi Renato e vi Celso Roth no comando. Vi Valdo e vi Bruno Soneca. Vi eliminação contra o XV de Campo Bom e título no Marcanã com 97 mil contra o Flamengo de Romário.


Ainda não vi tudo. Continuarei vendo. Mesmo que, meus míopes olhos aconselhem a não perder mais tempo com isso. Por mais que, às vezes, eles pareçam estar com a razão, tenho certeza, o Grêmio nunca é perda de tempo. Há, provavelmente, 15 anos não vejo um título grande, mas tenho certeza absoluta que, logo, vou ver. Se ele não acontecer logo? Ou se não vier nos próximos 15 anos? Não importa. Continuarei vendo o meu tricolor e, por mais que em algumas ocasiões isso não faça sentido nenhum, ver o Grêmio, para mim, é a única coisa fundamental do futebol.
Parabéns, meu querido e amado Porto Alegrense.


sábado, 15 de agosto de 2015

TVE Repórter - Estádio Olímpico Monumental



Eu me esqueço e tenho preguiça, confesso, de postar neste blog. Mas, vez ou outra, vejo (ou lembro de) algo e penso:
- Isso ficaria legal lá no meu blog sobre o Grêmio.
E foi o que aconteceu quando vi a reportagem da TVE que está nos vídeos. É sobre o nosso querido estádio Olímpico. A edição é péssima, mas tem depoimentos legais de grandes ídolos da história tricolor. Vale a pena assistir e guardar.




segunda-feira, 20 de abril de 2015

Nada mudou



Um dia, em 2004, o técnico Cuca entrou no refeitório do (quase) falecido estádio Olímpico e viu um garoto de óculos escuros falando ao celular - e segurando outro com a mão. Em um misto de espanto e graça, o treinador perguntou:

- Dois celulares? Tá pensando que é quem, guri?

- Eu sou o Anderson, professor. E jogo mais do que qualquer uma daquelas merdas que tu tem no time.

Cuca colocou Anderson em um Grenal que o Grêmio perdeu, mas o guri de 16 anos fez um gol de falta. De fato, ele jogava mais do que qualquer um daquele time que, meses depois, seria rebaixado para a série B do campeonato Brasileiro. 



Anderson surgiu para fazer a torcida esquecer Ronaldinho - coisa que, por exemplo, Bruno Soneca não conseguiu. Habilidoso e cheio da marra. Seu salário foi de mil para 40 mil e a primeira coisa que fez foi comprar um carro. Chegou no pátio do Olímpico na carona (ainda não tinha idade para dirigir) de uma camionete e foi interpelado pelos repórteres. Queriam saber se, de certa maneira, aquilo não era um absurdo. Ele respondeu:

- Não sei, mas ninguém tem que falar nada sobre isso. Não me importa. Quando eu não tinha geladeira em casa... Ninguém se preocupava comigo.

Anderson virou Andershow, tamanha era a habilidade. Mano Menezes teve a pachorra de colocá-lo no banco de jogadores risíveis como Jacozinho, Luiz Fernando e Nunes. Sofreu. No fim de 2005 ele marcava o gol da batalha dos Aflitos e, para sempre, ficava na história do torcedor gremista. Contam que, pouco tempo depois, entrou na sala do presidente Paulo Odone e, para não sair feito Ronaldinho, disse:

- Me vende, presidente. Me vende para o Grêmio ganhar dinheiro.

Vendeu. Tenho certeza que venceríamos o Boca em 2007 se nosso meio tivesse Anderson e Carlos Eduardo. O tempo passou e o moleque marrento ganhou títulos na Europa e, mais tarde, o futebol caiu. 

Veio para o Inter no começo de 2015 - e, confesso, senti a porrada. Dizem que, tempos atrás, se ofereceu para voltar ao Grêmio, mas a diretoria não quis. Futebol, oras. Agora, na véspera de um Grenal, Anderson dá essa declaração - e boa parte da torcida tricolor fica indignada. Por que, hein? 

Difícil, mesmo, é passar fome. Não é que Anderson tenha zero sentimento pelo Grêmio, mas ele sempre foi assim. Babaca ou não; cada um que ache o que quiser. Contudo, o sujeito só foi fiel com a personalidade que sempre teve. Ponto.

Achar que, de uma hora pra outra, Anderson é um imbecil que mudou ao vir para o rival... Não passa de desconhecimento e ignorância da história futebolística.

Fanatismo é um saco. Que preguiça.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Um voto de confiança

O ano era 1995. Eu, do alto dos meus 12 anos, assistia ao Grêmio, meu time, ser campeão da América. Paulo Nunes, Jardel, Danrlei, Arce e Arílson. Que cano! Todos comandados por um cara que se tornou, à época, meu ídolo. O nome dele: Luiz Felipe Scolari.

Por uma dessas preferências que a gente não entende bem o motivo, sempre achei o Luxemburgo mais técnico que o Felipão. Vai entender. Mas, confesso, ver Scolari, dentro do Olímpico, dar um soco no adversário boçal, me fez delirar. Ninguém se criava para cima do Grêmio. Éramos odiados por todos e ganhávamos tudo. Um grande momento para ser criança ou adolescente gremista. Copa do Brasil, Libertadores, Gauchao, Recopa e Brasileirão. Campeões! Só não fomos do mundo, contra o poderoso Ajax, porque Rivarola foi expulso pelo telão e Jardel perdeu gol que nunca perdeu na vida. Jogamos melhor, apesar do medo. Duvida? Van Gaal, me ajude, por favor.

Felipão saiu do Grêmio em 1996. Rodou o mundo, ganhou outra Libertadores com o Palmeiras e foi campeão do mundo com a seleção brasileira, em 2002. Naquela Copa eu torci fervorosamente pelo Brasil. Por causa dele. Do Scolari deles, do nosso Felipão. Depois, ele fez eu torcer pela seleção portuguesa como se fosse o Grêmio. Uma pena a Euro de 2004.

Por anos, enquanto amontoávamos treinadores fracos em nossa casamata, nutri o desejo de ver Felipão com o uniforme tricolor mais uma vez. Mas isso, um dia, passou. Depois de suas fracas passagens pelo Uzbequistão e pelo Palmeiras (mesmo com o título da Copa da Brasil) a química acabou. Quando voltou para a seleção, eu já cravava: Felipão? Esse cara é um embuste. Principalmente como gremista. Passei a ter preguiça dele. Depois do episódio Dona Lúcia então...

A carreira de Felipão é brilhante - e não será a goleada da Alemanha que vai mudar isso. Particularmente, agora, eu não o teria trazido para o Grêmio. Embora não goste muito dele, era o momento de outra volta, a de Tite. Mas o pastor quer treinar na Europa. Quem seria, então, o meu escolhido? Faria uma aposta e colocaria o loco Lisca no comando tricolor. Sabendo que a direção não faria isso, e entre as opções disponíveis, Felipão é a melhor. Sem sombra de dúvidas. Antes ele que Ney Franco ou Dorival Júnior. Além disso, só existe um homem capaz de fazer, digamos, uma aposta desse porte. Ele se chama Fábio André Koff, o sujeito que poderia bancar, sozinho, contra a torcida, até uma possível volta de Ronaldinho. 

Não estou com a empolgação que boa parte da torcida gremista está. Entretanto, devo confessar, impossível não se emocionar ou abrir um sorriso ao ver o bigodudo com a manta tricolor enrolada no pescoço. O Grêmio precisava de uma sacudida desse nível. As paixões, hoje doídas, se reencontram para curar feridas e, mais uma vez, serem felizes. Posso não acreditar muito nisso, mas respeito o véio. E, apesar de não ser mais o ídolo de anos atrás, ele é merecedor de um voto de confiança. Sempre.

Boa sorte, Felipão.



segunda-feira, 10 de março de 2014

Nós somos campeões da América

Se eu fosse depender do Grêmio atual para ressuscitar este blog, ele continuaria nas profundezas da internet. Ok, o time está bem na Libertadores e mais ou menos no campeonato Gaúcho. Entretanto, já estou calejado quanto a campanhas promissoras na Copa dos campeões (e tantos outros não campeões) da América. E o Gauchão? Bem, ninguém aqui é palhaço para ficar escrevendo sobre campeonato estadual, né? Mas é bom que se diga: ganhem o título. Torcedor, não fanático.

Para ser sincero, nem lembrava mais que eu tinha esse blog. Contudo, um filme perdido nos favoritos do Google Chrome me fez ter ânimo para continuar com esse espaço. A película foi produzida pelo Grêmio do Prata e fala sobre o título da Libertadores de 1983. Com depoimentos de De León, Mazarópi e Tarciso; é um dos documentos mais legais que já assisti sobre a primeira grande conquista tricolor. Mesmo tendo a participação do China. Uma alfinetada simpática e sem sentido. Voltei.

PS: Link completo do filme na descrição do vídeo.


segunda-feira, 11 de novembro de 2013

E a Copa do Brasil, hein?

A grande verdade é que eu não tenho mais saco para escrever sobre o Grêmio e seus resultados medíocres. Mas, tal qual um fanático, estou aqui. Nada fanático, diga-se. Quase largando de vez, diga-se também. Dos seis jogos do Grêmio na Copa do Brasil, eu escrevi apenas sobre um. Então, em tópicos, lá vai o que eu achei dos outros cinco.

1º: Jogo de volta contra o Santos, na Arena. Foi um sufoco, mas o Grêmio fez os dois tentos necessários. "ESSE É O GRÊMIO!", bradei no final da partida. Bons tempos.


2º: Primeiro jogo das quartas de final, contra o Corinthians, em São Paulo. Jogo fraco em que o Grêmio jogou relativamente bem.


3º: A imagem da partida:
Risos

Durante os noventa minutos? O Grêmio não jogou nada. Durante os pênaltis? Fez tudo para perder. Mas Dida foi o herói. Ao lado do Pato, evidentemente. Quando terminou o jogo, eu tive certeza: o Grêmio seria campeão. Ia acabar o jejum.


4º: Primeiro jogo das semifinais contra o Atlético-PR, na Vila Capanema. Perdeu (com gol do DELATORRE, é mole?). Mas eu tinha certeza que, na Arena, o Grêmio virava.


5º: Vou resumir da seguinte maneira: O Grêmio não pode - EM HIPÓTESE ALGUMA - ser eliminado de uma Copa do Brasil, pelo Atlético-PR. Mas ele conseguiu essa façanha um tanto quanto patética. E dentro de casa. Mais um ano sem ganhar porcaria nenhuma.







sábado, 26 de outubro de 2013

A camiseta

Era uma bela camiseta
Corria o ano de 1995 e, ao contrário do que se passou depois, esse era um bom momento para ser uma criança gremista. Tu não escutavas gozação e, a qualquer dia da semana, estavas vibrando com alguma vitória tricolor. No colégio então, nas peladas do recreio, era uma barbadinha. Só colocar uma camiseta e pronto: tu viravas o Jardel, o Paulo Nunes ou, até mesmo, o Arílson (por que não?). Todos usavam suas belas camisetas tricolores; aquele azul claro bonito, o distintivo em relevo (tinha que estar em relevo, senão não era original). Menos eu. Eu usava uma camiseta reserva; branca, número 10. Ela era de 93, Dener era o 10.
Naquele ano, entrei na metade do semestre no colégio São Pedro. Isso é sempre horrível porque não conheces ninguém e, para uma criança tímida feito eu, fazer amizades não era a coisa mais fácil do mundo. Entretanto, o futebol sempre ajuda. Ironicamente, a primeira amizade que eu fiz foi com um colorado, o Thiagão. E um dia ele me deu a letra:
- Ô, meu. Amanhã a gente vai jogar bola. Vem com a camiseta do teu time. Tu é gremista ou colorado?
Respondi, ele riu e me falou pra eu colocar a camiseta e aparecer no colégio na parte da tarde. Maravilha. Naquela época, antes do cigarro entrar na minha vida, eu ainda jogava relativamente bem e acho que isso seria um bom momento para angariar algumas amizades. O problema todo seria a camiseta. Como eu ia aparecer com aquela camiseta de 1993? Certo que iam me perguntar onde estava o emblema em relevo. Eu precisava bolar uma boa história, caso me perguntassem alguma coisa. A alternativa foi dizer que aquela camiseta foi o último presente que o meu pai tinha dado antes de falir. Mas não deu tempo para essa bobagem.
Logo que cheguei ao colégio, começaram as piadas dando conta de que a minha camiseta era falsificada, que eu tinha achado jogada na Farrapos ou que eu roubei de um travesti lá na Voluntários. Eu era tímido, lembra? Então eu não respondi, apenas sorri e fui jogar bola. Mas eu já era da turma. A camiseta fez isso. Joguei bem, fiz três gols e, a partir daquele dia fiquei conhecido como o Zumbi camelô. Zumbi, por causa das minhas olheiras e camelô, por causa da camiseta. Esse apelido durou um bom tempo, até eu ganhar a camiseta oficial de 95. ganhei da minha vó e da minha tia. Elas já tinham dito que iam me dar e, um dia antes do meu aniversário, fui deitar pensando que tinha que ser a sete ou a 16. Ganhei a seis, do Roger. Sim, grande lateral, é verdade. Mas veja, eu queria fazer gols e, com a camiseta de lateral esquerdo, eu não ia fazer muitos gols. Continuei usando a “falsificada”. Usei aquela camiseta até o dia seguinte, após o Grêmio perder para o Ajax, quando berraram pra mim na rua:
- Além de perder, usa camiseta comprada no camelô?
Assim que cheguei em casa, ela foi aposentada. Passei a usar a do Roger e minha temporada de futebol no colégio foi um horror. Meu futebol só melhorou quando ganhei uma nova, mas essa, de centroavante. Do Clóvis. Aquele do golaço contra o Corinthians. Que alegria. Pensando bem, nem melhorou tanto assim.

O segundo turno até agora

Náutico 0 x 2 Grêmio. Arena Pernambuco, em Recife – PE

Freguês. O dia em que Máxi Rodrigues deu um belo passe e Paulinho (muito ruim!) marcou um golaço.

Grêmio 0 x 1 Atlético – MG. Arena, em Porto Alegre – RS

Aniversário do Grêmio. Perdeu para o time do Ronaldinho. Pois é.

Grêmio 1 x 1 Santos. Arena, Porto Alegre – RS

Não lembro nada desse jogo.

Vitória 0 x 0 Grêmio. Barradão, em Salvador – BA

Marcaram um impedimento absurdo contra nós. É isso que eu lembro.

São Paulo 0 x 1 Grêmio. Morumbi, São Paulo – SP

Não assisti esse jogo. Estava fazendo prova para o concurso do DETRAN. Consegui pegar apenas uma parte, para ser sincero. Se bem me lembro, todos os comentaristas detestaram que o Grêmio ganhou. O que é muito legal, diga-se. Não deram um pênalti para o São Paulo também.

Grêmio 1 x 0 Atlético-PR. Arena, Porto Alegre – RS

Jogo truncado que Riveros nos salvou.

Botafogo 0 x 1 Grêmio. Maracanã, Rio de janeiro – RJ

Não lembro muito bem do jogo (acho que eu tive que ir comprar pão de cachorro quente durante a partida, ou foi o meu sogro?), mas era o Botafogo, né? Então, nem interessa. Lembro mesmo é que o coitado do Oswaldo de Oliveira teve um tareco no final da partida. Menos mal que não foi nada grave. Ah, e agora, assistindo ao vídeo, lembrei do golaço do Alex Telles.

Grêmio 1 x 2 Criciúma. Arena, Porto Alegre – RS

Lembro perfeitamente da partida. Papelão, ridículo e um fiasco.

Grêmio 1 x 0 Corinthians. Arena, Porto Alegre – RS

O dia em que Barcos desencantou. E com um golaço.

Inter 2 x 2 Grêmio. Centenário, em Caxias do Sul – RS

Grêmio poderia ter vencido, mas o resultado foi justo pelo que jogaram as duas equipes. Souza perdeu dois gols inacreditáveis e Vargas marcou um golaço. Achei o resultado uma bosta, mas gostei do time. Ao contrário dos jornalistas.

PS: Eu estava no Maracanã, quando o Grêmio enfrentou o Fluminense. Escreverei uma crônica sobre isso.

Coritiba 4 x 0 Grêmio. Couto Pereira, em Coritiba - PR

Nada mais ridículo. Um fiasco.


Grêmio 0 x 0 Bahia. Arena, em Porto Alegre - RS

Impressionante como o Grêmio perdeu gol. Péssimo resultado. Não pode, em casa, perder ponto para o Bahia.


Cruzeiro 3 x 0 Grêmio. Mineirão, em Belo Horizonte - MG

Largou-se os tacos, né?





A volta e o resto dos jogos do primeiro turno

Trago, Grêmio e um cabelo esquisito. VOLTEI!

E depois de um longe e tenebroso verão (aqui em Bangu não faz inverno, meu chapa), esse blog está de volta. Tinha perdido um pouco a paciência de escrever por aqui. Sei lá, mas estava meio de saco cheio do time, percebi que muitos dos vídeos de gol que eu coloquei nos posts sumiram do youtube, irritado com o futebol e a imprensa esportiva também. Mas, no fundo, sempre gostei de escrever sobre o Grêmio.E, para voltar, colocarei aqui todos os jogos que aconteceram nesse período em que eu não me manifestei. Para não ficar muita coisa, farei breves comentários sobre as partidas. Começo com os do primeiro turno.

PS: Eu estava no estádio no jogo do Grêmio contra o Coritiba. E esse fato merece uma crônica que será feita em breve.

Dito isso, vamos aos jogos.


Grêmio 1 x 0 Ponte Preta. Arena, em Porto Alegre – RS

Baita passe do Betão para o Gladiador.

Goiás 2 x 0 Grêmio. Serra Dourada, em Goiânia – GO

Walter Pote, melhor jogador do campeonato na minha opinião, acabou com a gente.

Grêmio 3 x 2 Portuguesa. Arena, em Porto Alegre – RS

O dia em que Flavio Gomes xingou a torcida gremista e, depois, escondeu-se em um falso “politicamente incorreto” para justificar sua babaquice (só para ter uma ideia: na bronca, o sujeito conseguiu unir gremistas e colorados). Sou muito a favor da flauta, mas acho que o cara ofendeu e não fez gozação. Simples assim. Foi demitido da ESPN Brasil. Arnaldo Ribeiro, também da ESPN, sugeriu que o Grêmio tinha um esquema com a CBF. Deu vontade de rir. O Grêmio? Esquema? Tá bom. E tudo isso por causa de um pênalti (que não aconteceu) marcado em cima do Kléber. 



quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Pará é Zico

Agora, o que antes era drama, virou rotina. Mais uma vitória fora de casa. Dessa vez, no estádio Mané Garrincha, em Brasília, contra o Flamengo. 1 x 0.

O gol foi logo aos oito minutos do primeiro tempo, quando Pará bateu falta de forma magistral e balançou o fundo das redes do gol defendido por Felipe. Coisa de Zico. Marcelo Moreno e André Santos abriram a barreira? Detalhe. Não importa. Estamos falando de um gol feito pelo Pará, afinal. O primeiro com a camiseta tricolor. Um golaço, um gol de placa.

O resto do jogo não importa. Apenas cabe dizer que o Grêmio marcou muito bem o adversário. Tão bem quanto marcou o Santos, naquele primeiro jogo da semifinal da Libertadores de 2007. Foi perfeito. O Flamengo pouco (ou quase nada) assustou o gol de Dida e o Grêmio poderia ter marcado, pelo menos, mais quatro. Mas como eu disse: isso não importa. Importa é que a vitória chegou e com um gol do Pará. Que troço fantástico.

Joga muito.

Começando a Copa com derrota

Não era o Santos de Giovanni, Marcelo Prates, Macedo e Camanducaia. Muito menos, o de Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé é Pepé. Era o Santos de Thiago Ribeiro, Neilton e Gabigol. Um time fraco. Mas o Grêmio conseguiu perder. Nada de desesperador, devo dizer, mas decepcionante.


O tricolor foi muito melhor em campo. Como gostam os especialistas, o time estava bem postado em campo e marcava o adversário tal qual o time de 1995, com Dinho e Goiano. Entretanto, agora eram Souza e Ramiro. O Grêmio de 2013 não é nada de espetacular, pelo contrário, está começando a engrenar agora. Até o jogo contra o Coritiba, pelo Brasileirão, era tão fraco quanto o Santos. Hoje, não mais. Não gosto de dizer que “tivemos” três chances de gol. Afinal de contas, eu não joguei. Esse jogo, às 19h30, mais parecia um daqueles encontros de amigos em quadras sintéticas. Mesmo porque, a Vila Belmiro parece um local que foi alugado por amigos da firma, pode reparar. Acredito que atrás de uma das goleiras, tem até uma churrasqueira. Quarta passada, no caso, o time dos estagiários venceu.

No intervalo, foi proporcionado um espetáculo de capoeira.
Ah, sim, os gols perdidos pelo Grêmio. Foram três na cara do goleiro Aranha (chefe do Almoxarifado). Kléber Gladiador, Barcos e Souza poderiam parar naquele enfadonho quadro do “INACREDITÁVEL”. Mas não deu para ficar muito brabo, a fase é boa, e o dia na firma deve ter sido puxado. Em nenhum momento o time de jaleco branco foi melhor que os quase profissionais. Tava tudo em casa e se encaminhando para um modorrento 0 x 0. Gabriel, o Gabigol, marcou o gol que levou a loucura os novos da empresa. Fim de papo.

Tristeza? Zero. O próximo jogo está marcado para uma quadra maior. Agora, escolhida pelos veteranos. A carne para o churrasco já foi comprada. No primeiro encontro, sorte de principiante, bom para se sentirem importantes e bem recebidos na firma. Hoje, tudo voltará ao normal. Talvez, os jovens apanhem de 8, como certa feita apanhou. Em jogo festivo, para intercambistas espanhóis. Dizem que tinha um baixinho lá que cairia bem no setor de RH. Dizem.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Três jogos, três vitórias, três gols por partida e nove pontos

Ainda não escrevi sobre os últimos quatro jogos do Grêmio pelo Brasileirão. Escreverei agora. Como aqui as coisas são diferentes, nesse post, escreverei apenas sobre os últimos três cotejos. A partida contra o Coritiba será relatada em texto posterior. O motivo? Bem, eu estive presente na Arena e assisti a derrota pessoalmente. Tudo que envolve esse jogo merece ser relatado minuciosamente.


Vamos aos outros:

Bahia 0 x 3 Grêmio. Arena Fonte Nova, em Salvador-BA.

Riveros marca e quase vai para o saco
Não assisti. No momento do jogo, eu viajava de Porto Alegre para o Rio de Janeiro. Só tive tempo de escutar um pouco dos comentários no intervalo, quando fiz escala em Congonhas. Quem me salvou nessa foi o meu mestre/primo/irmão Doc Matheus. Pedi para ele me avisar o resultado do jogo pelo WhatsApp. Assim que cheguei ao Galeão, lá estava o relato dele sobre a primeira vitória tricolor fora de casa – depois de quase cinco meses ou coisa parecida. Surpreendente, diga-se. Valeu, doc.


Grêmio 3 x 1 Cruzeiro. Arena do Grêmio, em Porto Alegre-RS.

Diiiiiidaaaaaa
O Cruzeiro dominou todo o primeiro tempo, mas a expulsão de Souza e o penal defendido por Dida deram o ânimo que o Grêmio precisava para buscar a vitória. O segundo tempo foi todo tricolor. Como faz certo tempo que o jogo aconteceu, estou com preguiça de falar mais detalhadamente sobre o assunto. Vamos por tópicos:
  •    Werley fez um gol e não comemorou. Segundo consta, o motivo é que o cidadão recebeu uma proposta da Lázio da Itália e o Grêmio não liberou. Tem todo direito a indignação, mas o que a torcida tem a ver com isso? “Protesto” idiota. Eu, se fosse diretor de futebol, pagava tudo que está na lei e demitia o jogador. Tá se achando o Beckenbauer.
  • Barcos jogou muito bem e marcou um belo gol.
  •  Hoje, Kléber Gladiador é titular. Vargas, quando voltar, tem que ser banco.
  • Durante a partida, fumei muitos cigarros.
Ótima vitória.


Vasco 2 x 3 Grêmio. Estádio São Januário, no Rio De Janeiro-RJ.


Partida que aconteceu no ridículo horário das 21h de um sábado. Se bem que é melhor que assistir aquela novela das oito que está bem mala. Ou melhor que assistir, sei lá, José do Egito, na Record. Passa isso aos sábados?

Depois de 87 anos e 32 dias sem ganhar fora de casa, o Grêmio venceu a segunda seguida.

Renato armou um time com três zagueiros, três volantes e nenhum armador sequer. Nada. Nem um cara tipo o Maylson. Pensei seriamente que íamos entrar pelo cano. Era o esquema mais retranqueiro desde aquele armado por Juarez Roth, nas quartas de final de 1998, contra o Corinthians.

Mas o que se encaminhava para um vexame acabou se tornando uma grande vitória. Barcos – em falha de Cris, claro -, Ramiro em um golaço e Barcos mais uma vez, decretaram a vitória tricolor. E é isso aí. Só isso? Sim. Não estou com saco suficiente para falar sobre o jogo e quero fumar um cigarro.

Três jogos, três vitórias e três gols por partida. Que continue assim.






quarta-feira, 7 de agosto de 2013

O primeiro Grenal da Arena

Barcos foi bem na partida.
O jogo:

Renato resolveu colocar em campo um enfadonho 3-5-2. Ao escutar isso na rádio Gaúcha, eu já temi pelo pior. Não, eu não sou nenhum PVC ou torcedor mala que teoriza sobre esquemas táticos e losangos de meio-campo. Só sei que acho o 3-5-2 uma merda que só perde para o 3-6-1. Surpreendentemente, o Grêmio jogou bem com esse esquema. Nada de sensacional, mas o suficiente para ser melhor que o adversário.


O tricolor abriu o placar com Barcos, de pênalti.  Entretanto, nem deu muito para comemorar. Dois minutos depois, Leandro Damião empatou o jogo e deu números finais ao placar. Pois é, cedo assim. Ainda na primeira etapa, Renato tirou Adriano e colocou Ramiro. Não porque ele tenha achado que o volante titular seja ruim, mas sim, por medo de expulsão. Particularmente, eu gostei. Exemplo esse que eu só citei para exemplificar alguma coisa que eu não faço ideia do que seja.

A essa altura do campeonato, não lembro muito bem do segundo tempo (só que quase dormi) do cotejo. Portanto, vamos com esse vídeo - que sempre me faz rir muito - e depois, partir para o próximo tópico.
Arbitragem:

O Juíz foi mal. Minha opinião: Werley e Fabrício não mereciam as expulsões. Fiquei na dúvida no lance do Jorge Henrique com o Barcos, mas, no fim das contas, acho que acertou na expulsão. Também acertou em não expulsar Adriano. Se fosse assim, que expulsasse o D’Alessandro também, que é um baita jogador e uma mala sem tamanho.

Enfim, a mesma imundice de sempre. Os dois lados choramingando e se achando prejudicado.

Torcidas:

Relatos de gremistas e colorados juntos antes da partida, no pátio da Arena. Sensacional. O comportamento do torcedor de verdade foi lindo e merece aplausos. Agora, e aqueles imbecis do Trensurb? Não merecem nota nenhuma. Bando de ridículos.

Mas é evidente que o grande destaque nas torcidas, foi o torcedor colorado que abaixou suas calças e deu-lhe uma borrada em uma das cadeiras da Arena. É nojento? Muito. É ridículo? Absurdamente. Tem merda na cabeça? E na cadeira também. Mas, cá entre nós, o cara soltar um borralho onde ele soltou, merece respeito.

Surgiu a informação de que a foto é falsa. Para mim, sempre será verdadeira. Não se pode desperdiçar uma história tão boa assim.

Borrou-se.
Conclusão:

Maxi Rodrigues é titular do Grêmio. Sem as duas pernas. 

Importante:

Faustão ganhou o Troféu Imprensa (revelação), em 1984.


Faustão era fera e o Grenal não foi lá essas coisas.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Grêmio x Corinthians

Alexandre pato não comemora quando marca contra o time do coração. Ou vibrou?
Quatro meses sem ganhar fora de casa. O Grêmio foi tão bem que, o melhor momento foi quando o Corinthians fez o segundo gol e começaram a especular se o Pato vibrou ou não. Gremista ou não? 

Um horror. De time e de resultado.




terça-feira, 30 de julho de 2013

Festa, vitória e um absurdo

83
Dia de festa. Comemoração dos 30 anos da primeira conquista da Libertadores.Tudo lindo na Arena tricolor.

Aliás, antes de falar do jogo que aconteceu após a festa, foco em como foi emocionante ver o elenco de 1983 entrar no gramado  e ser ovacionado pela torcida. Só senti falta do capitão Hugo De León que não deve ter ido por estar meio puto com o presidente Fábio Koff. Segundo a – pouco confiável – imprensa esportiva gaúcha, Koff teria prometido um cargo para o uruguaio no Grêmio, mas não cumpriu. Acho pouco provável, mas vai saber. Ontem, em entrevista a rádio Gaúcha, China disse que o eterno capitão encontrou os outros jogadores no hotel.

Outro destaque foi o cabelo do Mazarópi. Estilo Alcindo: comprido/careca. Sensacional.

Aconteceu ainda a prisão do “Gaúcho da Geral”. A BM resolveu tirá-lo de campo porquê o sujeito estava com a bandeira do Rio Grande em uma muleta (!?). Depois de uma confusão entre BM e Geral, ele foi retirado da arquibancada. Depois, os torcedores se revoltaram com a agressão gratuita que o cara sofreu. A Brigada desmentiu, mas esse vídeo prova o absurdo acontecido:


Não vou perder meu tempo comentando bobagens ditas por jornalistas como Nando Gross, Wianey Carlet e Kenny Braga. Muito menos, por figuras do quilate de Neto e Osmar de Oliveira, que querem punição para o Grêmio, mas não para os corintianos que mataram Kevin Espada.

Só espero que nossa direção resolva isso e que não sejamos punidos de forma ridícula por algo que não aconteceu.

O jogo


O Grêmio pegou um Fluminense desfalcado de Fred, seu principal jogador. A princípio, isso facilitaria tudo, mas, no primeiro tempo, a coisa não foi bem assim. O tricolor carioca dominou as ações e foi dono do jogo nos 45 minutos iniciais. Apesar de duas bolas na trave, o Grêmio não jogou nada. Mais uma vez, parecia o time do Luxemburgo em campo. Ainda tivemos um pênalti não marcado em Barcos. “Tava” braba a coisa.

“O Grêmio com tanta chance assim e você diz que não estava jogando nada? Que chato!”

Sim, sou. Mas, pelo menos, não sou um fanático abestalhado, como tantos que hoje existem em nossa grande torcida.

No intervalo, Renato arrumou o time e aí sim o Grêmio jogou bola. O tricolor (o nosso) voltou marcando muito e – mais uma vez – Alex Telles era o melhor em campo. O 1º gol saiu de um cruzamento perfeito dele. O estreante Riveros (ótimo jogador) marcou de cabeça. Apesar de levar uma bola na trave, o Grêmio era o dono do jogo e fechou o placar com Kléber Gladiador, após excelente lançamento de Ramiro. Fim de papo. Ótima vitória e Portaluppi 100% na Arena.

Riveros faz o primeiro
O próximo jogo é quarta-feira contra o Corinthians, em São Paulo. Uma ótima oportunidade para ganhar a primeira partida fora de casa depois de quatro meses. Acredite, SÃO QUATRO MESES SEM GANHAR FORA DE CASA! Ah, Luxemburgo.