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| Campeão da América. |
Mazarópi, Paulo Roberto, Baideck, De León e Casemiro;
China, Osvaldo e Tita; Renato, Caio e Tarciso.
Sozinho, aprendi a escalar esse time.
Na verdade, aprendi de tanto escutar o vinil da campanha da
Libertadores de 1983, que herdei do meu pai. O escutava – junto com o vinil doGauchão de 1979 – quase todo dia. Na capa, a foto do time campeão.
Naquele meu universo de uma criança gremista de 9, 10 anos;
quando estava lá acompanhando os jogos do título do Grêmio, o meu ídolo era o
Caio. Achava o Renato, por exemplo, meio abobado. Também não gostava do Osvaldo
e do China (sempre achei um panaca). Contudo, achava sensacional uma dupla de
zaga com os nomes de Baideck e De León. Tarciso era outro que eu gostava. Hoje, sou grato a todos. Me
emocionava escutando aquele disco.
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| O capitão. |
Um compilado de declarações, entrevistas e gols, na voz da –
a época – melhor equipe de esportes do Rio Grande do Sul: a rádio Guaíba.
Foi ali que conheci a inconfundível voz de Armindo Antônio Ranzolin e o marcante
vozeirão de Milton Ferreti Jung. Lauro Quadros nos comentários. Lupi Martins
(irmão do Lasier, que também era comentarista) e João Carlos Belmonte na beira
do campo. Como era bom escutar aquilo.
“GOL, GOL, GOL!”, berrava Milton Jung. “EU PEDI QUE
ACREDITASSEM... EU NUNCA DEIXEI DE ACREDITAR”, Ranzolin me emocionava. Que
espetáculo. Naqueles momentos, eu me enchia de orgulho e entendia que o meu
time era campeão da América.
Eu não posso falar da tática do jogo porquê eu não vi. Mas
posso dizer que, até hoje, os meus olhos se enchem de lágrimas quando escuto – ou
vejo – os gols de Caio e César, a defesa do Mazarópi contra o América de Cali e
o jogo contra o Estudiantes, na Argentina. Era uma Libertadores que o Grêmio
tinha que vencer e , nada melhor do que vencê-la em cima do tradicional Peñarol.
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| Gol do título. |
Alguns anos depois, eu via pela TV o tricolor ser bicampeão da América. Foi lindo! Espetacular. Afinal de contas, eu agora tinha 11 anos e
não os poucos meses de 83 e entendia o que estava acontecendo. Mas devo
confessar: não foi mais emocionante do que quando eu abria a vitrola, deitava
no chão da sala, pegava a capa do vinil e ficava escutando a primeira
conquista.
Quando estou irritado
com o time, lembro desse momento, acendo um cigarro e penso:
“Como é bom ser gremista”.
Em tempo:
Vale acompanhar o ótimo tempo real que o Impedimento fez, em
2013, do jogo de 28 de Julho de 1983.
Um pouco de Guaíba/Libertadores 83:
O jogo completo:



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