sábado, 15 de junho de 2013

Eurico Lara e Renato Portaluppi

2 x 1
Hoje, aconteciam duas estreias importantes na história do Grêmio. Uma, em 1920. Outra, em 1980. Eurico Lara e Renato Portaluppi, respectivamente. Lara está no nosso lindo hino composto pelo brilhante Lupicínio Rodrigues. Particularmente, e, me desculpem os mais tradicionais, acho que o Danrlei foi o maior goleiro da história do Grêmio. Contudo, é aquela coisa, eu não assisti o Lara jogar. Não posso falar muito. Aliás, eu tenho a impressão que ninguém assistiu o cara em campo. É uma lenda que se tornou realidade e ganhou idolatria. 

Consta nos autos que, em 1935, Lara, já doente de tuberculose e sem condições de jogar futebol, resolveu que ia entrar em campo para disputar um Grenal válido pelo campeonato portoalegrense daquele ano, chamado “Campeonato Farroupilha”. O Grêmio precisava vencer para ser campeão e, com magnífica atuação de Lara, venceu. Um esforço absurdo para ajudar o time em que jogava. O goleiro saiu no intervalo e foi direto para o hospital. Dois meses depois, morria. Embora esse seja o fato correto e verdadeiro, muitos preferem a história que ele pegou um pênalti e morreu em campo, com a bola incrustada em seu peito. A verdadeira ou a falsa? Não importa. São duas grandes históriasque fazem jus ao gremismo de Eurico Lara.

Lara
Renato Portaluppi? Maior ídolo tricolor. Ponta direita rápido, louco, boêmio, habilidoso e goleador. Surgiu em 1980, quando o aniversariante do dia, o jornalista Paulo Sant’Ana, enchia o saco das pessoas em seus espaços na mídia, para que chegassem mais cedo aos jogos do time e assistissem os juniores fazendo as preliminares. Ali, segundo Santa’Ana, na ponta direita, estava o futuro ídolo tricolor. Ele estava certo.

Maior ídolo da história do Grêmio
Foi em 1983 que Renato consolidou-se como ídolo. Peça fundamental para as conquistas da Libertadores e do Mundial Interclubes. Ídolo. No clube, não há ninguém maior do que ele. Mas Renato nunca primou pela simpatia, digamos assim. Alguns chamam de timidez. Saiu do Grêmio para jogar no Flamengo e, voltou em 91 para uma passagem horrorosa e, depois, para um jogo na Copa dos Campeões de 1995

Rei do Rio, “já peguei mais de 5 mil mulheres”, gol de barriga e Carol Portaluppi. Essas são algumas associações que as pessoas fazem ao lembrar de Renato Portaluppi. Eu gosto da associação de que, sempre que pode, declara-se gremista. Mas é de fato? Pessoalmente, gosto do Renato. Como jogador? ÍDOLO. Como treinador (treinou o Grêmio em 2010 e fez excelente campanha no segundo turno do Campeonato Brasileiro)? Acho péssimo. Mas gosto de ver como o cara comanda o Grêmio com raça e vontade. Voltando ao ponto, ele é gremista mesmo?Se fosse, mesmo não se dando bem com o presidente a época, Paulo Odone, teria ido a Porto Alegre para a inauguração da Arena. Não teria cobrado cachê para isso. Todos os ídolos estavam lá. Menos ele. Babaquice. E, fundamentalmente, se não fosse um embuste como gremista, não teria falado isso.

Sempre foi craque. E não tinha medo de adversário. O que falta hoje em dia.
Mas enfim, é ídolo. Mais do que qualquer um foi ou será. Torcedor? Não me venha com essa. A filha é mais do que ele. E olha que ela nem é tanto assim.

Mais torcedora que o pai.








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