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| 2 x 1 |
Hoje, aconteciam duas estreias importantes na história do
Grêmio. Uma, em 1920. Outra, em 1980. Eurico Lara e Renato Portaluppi,
respectivamente. Lara está no nosso lindo hino composto pelo brilhante Lupicínio Rodrigues. Particularmente, e, me desculpem os mais tradicionais, acho que o Danrlei foi o maior
goleiro da história do Grêmio. Contudo, é aquela coisa, eu não assisti o Lara
jogar. Não posso falar muito. Aliás, eu tenho a impressão que ninguém
assistiu o cara em campo. É uma lenda que se tornou realidade e ganhou
idolatria.
Consta nos autos que, em 1935, Lara, já doente de tuberculose
e sem condições de jogar futebol, resolveu que ia entrar em campo para disputar
um Grenal válido pelo campeonato portoalegrense daquele ano, chamado “Campeonato
Farroupilha”. O Grêmio precisava vencer para ser campeão e, com magnífica
atuação de Lara, venceu. Um esforço absurdo para ajudar o time em que jogava. O goleiro
saiu no intervalo e foi direto para o hospital. Dois meses depois, morria.
Embora esse seja o fato correto e verdadeiro, muitos preferem a história que
ele pegou um pênalti e morreu em campo, com a bola incrustada em seu peito. A verdadeira ou a falsa? Não importa. São duas
grandes históriasque fazem jus ao gremismo de Eurico Lara.
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| Lara |
Renato Portaluppi? Maior ídolo tricolor. Ponta direita
rápido, louco, boêmio, habilidoso e goleador. Surgiu em 1980, quando o
aniversariante do dia, o jornalista Paulo Sant’Ana, enchia o saco das pessoas em
seus espaços na mídia, para que chegassem mais cedo aos jogos do time e
assistissem os juniores fazendo as preliminares. Ali, segundo Santa’Ana, na
ponta direita, estava o futuro ídolo tricolor. Ele estava certo.
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| Maior ídolo da história do Grêmio |
Foi em 1983 que Renato consolidou-se como ídolo. Peça
fundamental para as conquistas da Libertadores e do Mundial Interclubes. Ídolo.
No clube, não há ninguém maior do que ele. Mas Renato nunca primou pela simpatia, digamos assim. Alguns chamam de timidez. Saiu do Grêmio para jogar no
Flamengo e, voltou em 91 para uma passagem horrorosa e, depois, para um jogo na Copa dos Campeões de 1995.
Rei do Rio, “já peguei mais de 5 mil mulheres”, gol de barriga e Carol
Portaluppi. Essas são algumas associações que as pessoas fazem ao lembrar
de Renato Portaluppi. Eu gosto da associação de que, sempre que pode,
declara-se gremista. Mas é de fato? Pessoalmente, gosto do Renato. Como
jogador? ÍDOLO. Como treinador (treinou o Grêmio em 2010 e fez excelente
campanha no segundo turno do Campeonato Brasileiro)? Acho péssimo. Mas gosto de
ver como o cara comanda o Grêmio com raça e vontade. Voltando ao ponto, ele é gremista
mesmo?Se fosse, mesmo não se dando
bem com o presidente a época, Paulo Odone, teria ido a Porto Alegre para a
inauguração da Arena. Não teria cobrado cachê para isso. Todos os ídolos estavam lá. Menos ele. Babaquice.
E, fundamentalmente, se não fosse um embuste como gremista, não teria falado
isso.
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| Sempre foi craque. E não tinha medo de adversário. O que falta hoje em dia. |
Mas enfim, é ídolo. Mais do que qualquer um foi ou será.
Torcedor? Não me venha com essa. A filha é mais do que ele. E olha que ela nem é tanto assim.
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| Mais torcedora que o pai. |





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