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| Bons tempos |
Último jogo antes da parada para a Copa das Confederações. O
adversário? O tradicional São Paulo. Mas, que assim feito o Grêmio, precisava
de uma boa vitória para que - o fraco - Ney Franco continuasse no cargo. Pensei eu
com os meus botões: os jogadores vão querer provar algo. Os do Grêmio,
naturalmente. Jogando em casa, vindo de uma derrota e saindo de férias? O clima
era perfeito. Não mais do que 15 mil pessoas compareceram a Arena, no dia dos
namorados. O que elas viram? Bem, no primeiro tempo, elas viram uma das
escalações mais medonhas que o Luxemburgo já colocou em um campo de futebol.
Ele entrou em campo com três atacantes: Barcos,
Kléber e Welliton. WELLITON! Jogador esse que, na quinta-feira, o Paulo
Sant’Ana chamou de “ferida”, no programa Sala de Redação, da rádio Gaúcha. Não
tiro as razões dele. Você pode até jogar com três atacantes, desde que, a sua
disposição, estejam, sei lá: Van Basten, Gerd Müller e Romário. Agora, os três
que formaram o ataque do Grêmio? Piada. Barcos não está jogando nada, Kléber
está sem vontade e Welliton chora de ruim. Não pode nem fardar. Com isso, mais
uma vez, Elano ficou no banco.
Escutei o primeiro tempo no rádio e foi um sofrimento só.
Time todo desorganizado e São Paulo dono do meio campo. O Grêmio até errou um
gol aqui e outro ali, contudo, quem assustou mesmo foi o São Paulo.
Principalmente, com o descontente Luis Fabiano. Fez uma grande jogada
individual, com direito a meia lua no Werley e só não marcou porque Dida (fez
grande partida) defendeu. Mas na segunda, ele não perdoou. Douglas driblou
Bressan – que não joga nada e, não sei de onde, foi eleito o melhor em campo
por algumas rádios – e tocou para Luis Fabiano passar como quis por Alex Telles
e marcar o gol. Resultado absolutamente justo, tendo em vista o
futebol ridículo que o Grêmio apresentava.
No intervalo, o velho bucaneiro (quê?) dos sites de vinho e
mesas de carteado, Vanderlei Luxa, sacou Adriano (muito mal) e Welliton (graças
a Deus) para colocar Elano e Biteco. O time foi outro. Não porquê o Luxemburgo
é um gênio e mudou bem, mas sim, pela garra – surpreendente – que os jogadores
tiveram. Criaram jogadas, chutaram de fora da área, dominaram o meio campo e,
principalmente, não deixaram o São Paulo ver a cor da bola. Nessa altura, eu já
assistia pela Globo (em um link na internet, naturalmente) e o Cléber Machado parecia desesperado.
Elano foi o melhor. Chutou três bolas de fora da área que
quase fizeram o vovô Ceni levar frangos daqueles. Coitado, é a idade. E ainda,
de dentro da área, acertou um bostaço no travessão. Só dava Grêmio. Luxa
então resolveu tirar o Alex Telles que, apesar da falha no gol dos paulistas e um chute medonho de fora da área, estava jogando bem. Entrou o volante
Ramiro. Com isso, Biteco foi deslocado para a lateral esquerda e Zé Roberto voltou
para sua posição de origem. Mudança efetiva? Nenhuma. Biteco não jogou nada.
Entretanto, no abafa, o Grêmio seguia pressionando, mas gol que é bom, nada. E o juiz ainda deixou de marcar um pênalti claro em Zé Roberto.
Seria injusto sair com uma derrota. E não saímos. Aos 41 (ou
42), Zé Roberto cobrou escanteio, Souza desviou e Kléber Gadiador marcou de
cabeça. Alegria na Arena. Mais ou menos. Fim de papo e 1 x 1 no placar.
O pós-jogo: "fora Luxa", "acredito no trabalho e sei que o
Vanderlei vai trazer um título para o Grêmio", "o time está em formação", "tirei o
Alex Telles porque ele é novo no Grêmio", "vamos apoiar" e, o velho argumento
idiota: "os mesmos que me vaiam hoje pediram para que eu ficasse no último jogo
do ano passado". É um argumento idiota porquê: o trabalho não continuou bom.
Portanto, nada mais justo do que o coach gremista ir plantar batatas em outra
freguesia. Eu, que nunca apoiei o Luxemburgo, e disse que até sendo
campeão ele tinha que ir embora, achei que dessa vez ele fosse cair. Não chegou
nem perto disso. Continua o projeto.
Sigo na torcida e esperando que
aquele meu Grêmio (esse!) apareça no segundo semestre. Com o Vandeco? Não
acredito. Essa é a verdade. Acredito em algo impossível (sem essa merda de
imortalidade, por favor). Lutamos por vaga em Libertadores e não se pode mais
vaiar. Realmente, o Grêmio não é mais o mesmo, como dizem por aí.

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