A grande verdade é que eu não tenho mais saco para escrever sobre o Grêmio e seus resultados medíocres. Mas, tal qual um fanático, estou aqui. Nada fanático, diga-se. Quase largando de vez, diga-se também. Dos seis jogos do Grêmio na Copa do Brasil, eu escrevi apenas sobre um. Então, em tópicos, lá vai o que eu achei dos outros cinco.
1º: Jogo de volta contra o Santos, na Arena. Foi um sufoco, mas o Grêmio fez os dois tentos necessários. "ESSE É O GRÊMIO!", bradei no final da partida. Bons tempos.
2º: Primeiro jogo das quartas de final, contra o Corinthians, em São Paulo. Jogo fraco em que o Grêmio jogou relativamente bem.
3º: A imagem da partida:
Risos
Durante os noventa minutos? O Grêmio não jogou nada. Durante os pênaltis? Fez tudo para perder. Mas Dida foi o herói. Ao lado do Pato, evidentemente. Quando terminou o jogo, eu tive certeza: o Grêmio seria campeão. Ia acabar o jejum.
4º: Primeiro jogo das semifinais contra o Atlético-PR, na Vila Capanema. Perdeu (com gol do DELATORRE, é mole?). Mas eu tinha certeza que, na Arena, o Grêmio virava.
5º: Vou resumir da seguinte maneira: O Grêmio não pode - EM HIPÓTESE ALGUMA - ser eliminado de uma Copa do Brasil, pelo Atlético-PR. Mas ele conseguiu essa façanha um tanto quanto patética. E dentro de casa. Mais um ano sem ganhar porcaria nenhuma.
Agora, o que antes era drama, virou rotina. Mais uma vitória
fora de casa. Dessa vez, no estádio Mané Garrincha, em Brasília, contra o
Flamengo. 1 x 0.
O gol foi logo aos oito minutos do primeiro tempo, quando Pará
bateu falta de forma magistral e balançou o fundo das redes do gol defendido
por Felipe. Coisa de Zico. Marcelo Moreno e André Santos abriram a barreira?
Detalhe. Não importa. Estamos falando de um gol feito pelo Pará, afinal. O
primeiro com a camiseta tricolor. Um golaço, um gol de placa.
O resto do jogo não importa. Apenas cabe dizer que o Grêmio
marcou muito bem o adversário. Tão bem quanto marcou o Santos, naquele primeiro jogo da semifinal da Libertadores de 2007. Foi perfeito. O Flamengo pouco (ou
quase nada) assustou o gol de Dida e o Grêmio poderia ter marcado, pelo menos,
mais quatro. Mas como eu disse: isso não importa. Importa é que a vitória chegou
e com um gol do Pará. Que troço fantástico.
Ainda não escrevi sobre os últimos quatro jogos do Grêmio
pelo Brasileirão. Escreverei agora. Como aqui as coisas são diferentes, nesse
post, escreverei apenas sobre os últimos três cotejos. A partida contra o
Coritiba será relatada em texto posterior. O motivo? Bem, eu estive presente na
Arena e assisti a derrota pessoalmente. Tudo que envolve esse jogo merece ser
relatado minuciosamente.
Vamos aos outros:
Bahia 0 x 3 Grêmio. Arena Fonte Nova, em Salvador-BA.
Riveros marca e quase vai para o saco
Não assisti. No momento do jogo, eu viajava de Porto Alegre
para o Rio de Janeiro. Só tive tempo de escutar um pouco dos comentários no
intervalo, quando fiz escala em Congonhas. Quem me salvou nessa foi o meu
mestre/primo/irmão Doc Matheus. Pedi para ele me avisar o resultado do jogo
pelo WhatsApp. Assim que cheguei ao Galeão, lá estava o relato dele sobre a
primeira vitória tricolor fora de casa – depois de quase cinco meses ou coisa parecida.
Surpreendente, diga-se. Valeu, doc.
Grêmio 3 x 1 Cruzeiro. Arena do Grêmio, em Porto Alegre-RS.
Diiiiiidaaaaaa
O Cruzeiro dominou todo o primeiro tempo, mas a expulsão de
Souza e o penal defendido por Dida deram o ânimo que o Grêmio precisava para
buscar a vitória. O segundo tempo foi todo tricolor. Como faz certo tempo que o
jogo aconteceu, estou com preguiça de falar mais detalhadamente sobre o
assunto. Vamos por tópicos:
Werley fez um gol e não comemorou. Segundo
consta, o motivo é que o cidadão recebeu uma proposta da Lázio da Itália e o
Grêmio não liberou. Tem todo direito a indignação, mas o que a torcida tem a
ver com isso? “Protesto” idiota. Eu, se fosse diretor de futebol, pagava tudo
que está na lei e demitia o jogador. Tá se achando o Beckenbauer.
Barcos jogou muito bem e marcou um belo gol.
Hoje, Kléber Gladiador é titular. Vargas, quando
voltar, tem que ser banco.
Durante a partida, fumei muitos cigarros.
Ótima vitória.
Vasco 2 x 3 Grêmio. Estádio São Januário, no Rio De
Janeiro-RJ.
Partida que aconteceu no ridículo horário das 21h de um
sábado. Se bem que é melhor que assistir aquela novela das oito que está bem
mala. Ou melhor que assistir, sei lá, José do Egito, na Record. Passa isso aos sábados?
Depois de 87 anos e 32 dias sem ganhar fora de casa, o
Grêmio venceu a segunda seguida.
Renato armou um time com três zagueiros, três volantes e
nenhum armador sequer. Nada. Nem um cara tipo o Maylson. Pensei seriamente que
íamos entrar pelo cano. Era o esquema mais retranqueiro desde aquele armado por
Juarez Roth, nas quartas de final de 1998, contra o Corinthians.
Mas o que se encaminhava para um vexame acabou se tornando
uma grande vitória. Barcos – em falha de Cris, claro -, Ramiro em um golaço e Barcos
mais uma vez, decretaram a vitória tricolor. E é isso aí. Só isso? Sim. Não
estou com saco suficiente para falar sobre o jogo e quero fumar um cigarro.
Três jogos, três vitórias e três gols por partida. Que
continue assim.