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terça-feira, 15 de setembro de 2015

Eu vejo o Grêmio


Lembro muito bem da primeira lembrança alegre que o Grêmio me proporcionou: sábado, 2 de setembro de 1989. Gol do Cuca, aos sete do segundo tempo, contra o Sport, no Olímpico, em Porto Alegre. Comemorei na sala de TV da casa da minha vó. Tricolor campeão da primeira Copa do Brasil.


De lá pra cá eu já vi o Grêmio fazer muita coisa. Ah, já vi. Já vi, por exemplo, o Grêmio ganhar uma Libertadores e, nos pênaltis, perder um título mundial para o Ajax, da Holanda. Naquele dia, também, vi Dinho e Arce errarem os únicos pênaltis de suas vidas tricolores. Vi, no estádio, o Grêmio tocar cinco em um dos tantos Palmeiras Parmalat. Vi duas vezes a segunda divisão. Vi Somália de centroavante e Jardel empilhando gol. Vi tomar seis do Goiás e tocar sete no Figueirense. Vi tomar quatro da Anapolina e vi massacrar o Corinthians, em 2001, em um Morumbi abarrotado de gente. Na casamata vi Felipão e vi Sebastião Lazaroni. Vibrei com um único gol do Loco Abreu em sua curta passagem e vi Ronaldinho ser banco do Itaqui. Vi Paulo Egídio e vi Lipatín. Vi Christian - Jesus Christian, Deus Negro Tricolor - ganhar um GreNal no Beira-rio e vi Fabiano, o cachaça, acabar com a carreira do zagueiro Luciano dentro do Olímpico. Vi títulos e vi fiascos. Vi gol do Nildo Bigode narrado pelo Osmar Santos e gol do Zé Afonso narrado por Galvão Bueno. Vi Dener e vi Luiz Fernando. Quem? Exatamente. Vi e convivi com Cuca, Astengo e Cristóvão. Vi e não convivi com Ayupe, Fabinho e Gilson Cabeção. Vi vitórias e vi derrotas. Vi, sobretudo, minha paixão crescer.


Vi Danrlei, Arce, Rivarola, Adilson e Roger; Dinho, Goiano, Carlos Miguel e Arílson; Paulo Nunes e Jardel. Vi meu amor explodir em orgulho. Vi, com 13 anos, o Grêmio, em 1996, ser campeão brasileiro e me proporcionar (até hoje) a maior emoção que eu tive como torcedor.



                                     

Vi baile. Vi Grêmio 5 x 0 Inter. Vi - e senti - a alma do Estádio Olímpico e vejo a bela Arena.


Já sorri e já chorei. E, por um período, confesso, abandonei. Não tinha saco. Ah, como eu gostaria de ainda ter aquela infinidade de camisetas tricolores dos anos 80 que eu tinha e, nessa época, se perderam. Um dia, Grêmio. Um dia...

Não vi, no entanto, cada vez mais pesquiso sobre Cejas, Milton, Airton, Ortunho, João Severiano, Joãozinho, Babá, Alcindo Bugre, Lara, Eurico, Corbo, Tadeu Ricci, Baltazar, Caio, Ancheta, Zequinha, André Catimba, Vieira, Juarez, Lara, Jorge Tabajara, Alexandre Tubarão, Tarciso, Foguinho, Tesourinha, Baidek, Ênio Rodrigues, Luiz Carvalho, Gomes, Gessy, Everaldo, De León, Jurandir, Ortiz, Loivo, Marcos Severo, Jorge Veras, Oberdan, Volmir, Albeneir e tantos outros da história azul, preta e branca.



Mas ainda vi mais. Sim, eu vi. Vi o Grêmio quase ser campeão de uma Libertadores com Tuta de centroavante e ser campeão gaúcho com um gol do Pedro Júnior. Vi Renato e vi Celso Roth no comando. Vi Valdo e vi Bruno Soneca. Vi eliminação contra o XV de Campo Bom e título no Marcanã com 97 mil contra o Flamengo de Romário.


Ainda não vi tudo. Continuarei vendo. Mesmo que, meus míopes olhos aconselhem a não perder mais tempo com isso. Por mais que, às vezes, eles pareçam estar com a razão, tenho certeza, o Grêmio nunca é perda de tempo. Há, provavelmente, 15 anos não vejo um título grande, mas tenho certeza absoluta que, logo, vou ver. Se ele não acontecer logo? Ou se não vier nos próximos 15 anos? Não importa. Continuarei vendo o meu tricolor e, por mais que em algumas ocasiões isso não faça sentido nenhum, ver o Grêmio, para mim, é a única coisa fundamental do futebol.
Parabéns, meu querido e amado Porto Alegrense.


segunda-feira, 11 de novembro de 2013

E a Copa do Brasil, hein?

A grande verdade é que eu não tenho mais saco para escrever sobre o Grêmio e seus resultados medíocres. Mas, tal qual um fanático, estou aqui. Nada fanático, diga-se. Quase largando de vez, diga-se também. Dos seis jogos do Grêmio na Copa do Brasil, eu escrevi apenas sobre um. Então, em tópicos, lá vai o que eu achei dos outros cinco.

1º: Jogo de volta contra o Santos, na Arena. Foi um sufoco, mas o Grêmio fez os dois tentos necessários. "ESSE É O GRÊMIO!", bradei no final da partida. Bons tempos.


2º: Primeiro jogo das quartas de final, contra o Corinthians, em São Paulo. Jogo fraco em que o Grêmio jogou relativamente bem.


3º: A imagem da partida:
Risos

Durante os noventa minutos? O Grêmio não jogou nada. Durante os pênaltis? Fez tudo para perder. Mas Dida foi o herói. Ao lado do Pato, evidentemente. Quando terminou o jogo, eu tive certeza: o Grêmio seria campeão. Ia acabar o jejum.


4º: Primeiro jogo das semifinais contra o Atlético-PR, na Vila Capanema. Perdeu (com gol do DELATORRE, é mole?). Mas eu tinha certeza que, na Arena, o Grêmio virava.


5º: Vou resumir da seguinte maneira: O Grêmio não pode - EM HIPÓTESE ALGUMA - ser eliminado de uma Copa do Brasil, pelo Atlético-PR. Mas ele conseguiu essa façanha um tanto quanto patética. E dentro de casa. Mais um ano sem ganhar porcaria nenhuma.







quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Começando a Copa com derrota

Não era o Santos de Giovanni, Marcelo Prates, Macedo e Camanducaia. Muito menos, o de Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé é Pepé. Era o Santos de Thiago Ribeiro, Neilton e Gabigol. Um time fraco. Mas o Grêmio conseguiu perder. Nada de desesperador, devo dizer, mas decepcionante.


O tricolor foi muito melhor em campo. Como gostam os especialistas, o time estava bem postado em campo e marcava o adversário tal qual o time de 1995, com Dinho e Goiano. Entretanto, agora eram Souza e Ramiro. O Grêmio de 2013 não é nada de espetacular, pelo contrário, está começando a engrenar agora. Até o jogo contra o Coritiba, pelo Brasileirão, era tão fraco quanto o Santos. Hoje, não mais. Não gosto de dizer que “tivemos” três chances de gol. Afinal de contas, eu não joguei. Esse jogo, às 19h30, mais parecia um daqueles encontros de amigos em quadras sintéticas. Mesmo porque, a Vila Belmiro parece um local que foi alugado por amigos da firma, pode reparar. Acredito que atrás de uma das goleiras, tem até uma churrasqueira. Quarta passada, no caso, o time dos estagiários venceu.

No intervalo, foi proporcionado um espetáculo de capoeira.
Ah, sim, os gols perdidos pelo Grêmio. Foram três na cara do goleiro Aranha (chefe do Almoxarifado). Kléber Gladiador, Barcos e Souza poderiam parar naquele enfadonho quadro do “INACREDITÁVEL”. Mas não deu para ficar muito brabo, a fase é boa, e o dia na firma deve ter sido puxado. Em nenhum momento o time de jaleco branco foi melhor que os quase profissionais. Tava tudo em casa e se encaminhando para um modorrento 0 x 0. Gabriel, o Gabigol, marcou o gol que levou a loucura os novos da empresa. Fim de papo.

Tristeza? Zero. O próximo jogo está marcado para uma quadra maior. Agora, escolhida pelos veteranos. A carne para o churrasco já foi comprada. No primeiro encontro, sorte de principiante, bom para se sentirem importantes e bem recebidos na firma. Hoje, tudo voltará ao normal. Talvez, os jovens apanhem de 8, como certa feita apanhou. Em jogo festivo, para intercambistas espanhóis. Dizem que tinha um baixinho lá que cairia bem no setor de RH. Dizem.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Os dois primeiros jogos do campeonato brasileiro

Começou o campeonato brasileiro. Um torneio que, devo confessar, fez eu sentir a maior emoção da minha vida futebolística. A final de 96:

Metemos bonito na namoradinha do Brasil.

E esse foi o último título do Grêmio no brasileirão. É, faz tempo, eu sei. De lá pra cá, tivemos alguns momentos horrorosos – o rebaixamento de 2004, por exemplo – e outros muito bons (ou quase isso), como em 2008. Quase fomos campeões com Marcel e Perea no ataque. O que teria sido sensacional. Íamos a passos largos rumo ao tri, mas acabamos entregando tudo nas mãos do São Paulo. Ah, Juarez Roth.

Bem, neste humilde blog, dentre outras coisas, prometi a mim mesmo que falarei sobre todos os jogos do Grêmio no Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil 2013. Mas tudo sem fazer análises embasadas sobre o time jogar no 4-4-2 ou no 3-6-1. Será pura e simplesmente o que eu achei do jogo, uma visão diferente, digamos. Como diz o nome, de alguém que está longe. Por motivos particulares (preguiça. Muita preguiça), eu não comecei esse espaço antes da estreia tricolor no campeonato. Por isso, lá se foram dois jogos, mas, sem problemas, coloco os dois abaixo.

1º jogo - Grêmio x Náutico, estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul:

Zé marca o primeiro
Jogamos em Caxias por causa de uma suspensão (sempre acho que o Grêmio é o único clube que é suspenso de fato). Vencemos. Não assisti esse jogo porque estava fazendo um release para um processo seletivo, na tentativa de conseguir um emprego. Sabe como é, por hora, não ganho um níquel com a internet, portanto, é preciso trabalhar para comprar os cigarros de cada dia. Mas eu nem precisava assistir, afinal de contas, o adversário era o nosso eterno freguês. Gols de Zé Roberto e Elano. Um bom começo.

2º jogo - Santos x Grêmio, estádio Vila Belmiro, em Santos:

Neymar vendido, Muricy fora e Santos caindo aos pedaços. Três pontos certos, eu pensei. Mole. Placar final? 1 x 1. O Grêmio perdeu uma grande chance de vencer a primeira partida fora de casa. Deixou de fazer dois pontos contra um time que – pode anotar aí – vai brigar muito para não cair para a série B.


O time começou bem, marcando na frente e, Vargas, em um belo passe de Zé Roberto, abriu o placar. Mas depois do gol, o time encolheu, recuou e tomou pressão do fraco time santista. O empate saiu em um pênalti – que só o Leonardo Gaciba não viu – convertido por Willian José (pois é...) Para mim, o grande problema do time é a falta de vontade, de vibração mesmo. Cadê a gana de ganhar? Não vibram nem em gol. A última vez que eu vi algum jogador vibrar com vontade, em um gol do Grêmio, foi o Fernando, no segundo  tento contra o Santa Fé, pelo jogo de ida das oitavas de final da Libertadores 2013. Esse povo tem que aprender com o Inzaghi. Que comemorava gol como ninguém. Péssimo resultado. Mas nem tão desastroso quanto perder em “casa”, para o Bahia.

Hoje, é obrigação passar o carro no Vitória.