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sábado, 26 de outubro de 2013

A camiseta

Era uma bela camiseta
Corria o ano de 1995 e, ao contrário do que se passou depois, esse era um bom momento para ser uma criança gremista. Tu não escutavas gozação e, a qualquer dia da semana, estavas vibrando com alguma vitória tricolor. No colégio então, nas peladas do recreio, era uma barbadinha. Só colocar uma camiseta e pronto: tu viravas o Jardel, o Paulo Nunes ou, até mesmo, o Arílson (por que não?). Todos usavam suas belas camisetas tricolores; aquele azul claro bonito, o distintivo em relevo (tinha que estar em relevo, senão não era original). Menos eu. Eu usava uma camiseta reserva; branca, número 10. Ela era de 93, Dener era o 10.
Naquele ano, entrei na metade do semestre no colégio São Pedro. Isso é sempre horrível porque não conheces ninguém e, para uma criança tímida feito eu, fazer amizades não era a coisa mais fácil do mundo. Entretanto, o futebol sempre ajuda. Ironicamente, a primeira amizade que eu fiz foi com um colorado, o Thiagão. E um dia ele me deu a letra:
- Ô, meu. Amanhã a gente vai jogar bola. Vem com a camiseta do teu time. Tu é gremista ou colorado?
Respondi, ele riu e me falou pra eu colocar a camiseta e aparecer no colégio na parte da tarde. Maravilha. Naquela época, antes do cigarro entrar na minha vida, eu ainda jogava relativamente bem e acho que isso seria um bom momento para angariar algumas amizades. O problema todo seria a camiseta. Como eu ia aparecer com aquela camiseta de 1993? Certo que iam me perguntar onde estava o emblema em relevo. Eu precisava bolar uma boa história, caso me perguntassem alguma coisa. A alternativa foi dizer que aquela camiseta foi o último presente que o meu pai tinha dado antes de falir. Mas não deu tempo para essa bobagem.
Logo que cheguei ao colégio, começaram as piadas dando conta de que a minha camiseta era falsificada, que eu tinha achado jogada na Farrapos ou que eu roubei de um travesti lá na Voluntários. Eu era tímido, lembra? Então eu não respondi, apenas sorri e fui jogar bola. Mas eu já era da turma. A camiseta fez isso. Joguei bem, fiz três gols e, a partir daquele dia fiquei conhecido como o Zumbi camelô. Zumbi, por causa das minhas olheiras e camelô, por causa da camiseta. Esse apelido durou um bom tempo, até eu ganhar a camiseta oficial de 95. ganhei da minha vó e da minha tia. Elas já tinham dito que iam me dar e, um dia antes do meu aniversário, fui deitar pensando que tinha que ser a sete ou a 16. Ganhei a seis, do Roger. Sim, grande lateral, é verdade. Mas veja, eu queria fazer gols e, com a camiseta de lateral esquerdo, eu não ia fazer muitos gols. Continuei usando a “falsificada”. Usei aquela camiseta até o dia seguinte, após o Grêmio perder para o Ajax, quando berraram pra mim na rua:
- Além de perder, usa camiseta comprada no camelô?
Assim que cheguei em casa, ela foi aposentada. Passei a usar a do Roger e minha temporada de futebol no colégio foi um horror. Meu futebol só melhorou quando ganhei uma nova, mas essa, de centroavante. Do Clóvis. Aquele do golaço contra o Corinthians. Que alegria. Pensando bem, nem melhorou tanto assim.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Último título, renegociação, Bitecos e Arílson de Paula Nunes

Entre manifestações e Copa das Confederações, sobrou um tempo para o Grêmio. Sempre sobra. Mesmo que, atualmente, o clube não tenha nenhuma novidade que vá mudar o rumo das coisas. Então, nesse tempo, compilei alguns dos assuntos mais importantes relacionados ao tricolor.

Último título:

Saudades
Faz tempo que não ganhamos alguma coisa. A última vez foi a Copa do Brasil de 2001, contra o Corinthians, em São Paulo. No dia 17 de Junho, completou 12 anos dessa conquista. DOZE ANOS sem ganhar nada. É dose!

Tínhamos um cano de time treinado pelo pastor Tite. Luxa – hoje na casamata tricolor – era o treinador adversário. Depois de um empate em 2 a 2 no Olímpico (obrigado Luís Mário Papa-léguas), o Grêmio foi para São Paulo com o país inteiro dando como certa a vitória corintiana. Ledo engano. Passamos o carro. Bons tempos.


Renegociação:

Confesso que tenho preguiça desses papos, embora seja de suma importância para o clube. Paulo Odone fez um contrato horroroso com a OAS (construtora que fez a Arena) e, agora, Fábio Koff consertou. No meio disso tudo e, de reuniões do conselho do Grêmio, deu um banzé porque um conselheiro vazou o aditivo do contrato para o jornalista do Correio do Povo, Hiltor Mombach. O cara fez a parte dele e publicou. Mas, cá entre nós, que sujeira desse cidadão que vazou, hein? Colocou interesses pessoais acima do clube. De torcedores assim, o Grêmio não precisa.

Para ler na íntegra.

Bitecos:

O Grêmio tem três jogadores de nome Biteco. São irmãos, os Bitecos. O Biteco mais velho é do grupo principal e o Odone já havia vendido o cidadão para o Hoffenheim da Alemanha por uma ninharia. O Biteco do meio é volante e joga, inclusive, na seleção sub-20 - ou qualquer coisa que o valha. Segundo os especialistas, joga menos que o Biteco mais velho – que tratam como craque. Ainda tem o Biteco caçula, que dizem (sempre assim!) ser o melhor da família. Enfim, em mais uma manobra, Fábio Koff conseguiu recontratar o mais velho dando em troca o do meio. Ou está quase conseguindo fazer isso. Mas que rolo. A torcida vibrou. Muito. Pediram até uma estátua para o véio. Menos. Posso estar (espero estar) redondamente enganado, mas, o Biteco mais velho, não joga nada. Não entendi toda a animação.

Arílson de Paula Nunes:

Começou mal. Tem medo de água (sério!)
O velho Paula Bala está na Fazenda. Ídolo tricolor. Como esquecer 1995 e 1996? Jogou em 2001 também, mas isso, melhor esquecer. Agora, com o seu bordão “não gosto muito da vida na Fazenda, mas gosto muito do cheiro de mulher”, uma ridícula tatuagem tribal no braço e uma espécie de urso no outro, ele está participando da sexta edição do reality show “A Fazenda”, da Record. Ao lado de figuras como: Denise “furacão da CPI” Rocha, Yudi “PLAYSTATION” Tamashiro, Andressa “essa bunda deve ser o cavalo” Urach, Marcos “teste de fidelidade” Oliver e Scheila “botox” Carvalho. Que momento! Que o diabo Loiro traga esse título para nós.